Questão 1
Considere um banco de dados que contém uma tabela com os atributos CPF, Nome, RG e Endereço, com milhões de registros. Sabe-se que cada pessoa tem seus próprios CPF e RG e um único nome, embora possa haver homônimos. Sendo assim, a dependência funcional que NÃO existe entre os atributos dessa tabela é:
- A)CPF Nome
- B)CPF RG
- C)Endereço CPF
- D)RG Endereço
- E)RG Nome
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Resposta correta: C
Dependência funcional é, na prática, uma regra de “identificação”: se você conhece um atributo X, consegue determinar outro atributo Y. Aqui, o enunciado já entrega a pista principal: cada pessoa tem CPF e RG próprios e um único nome, embora possa haver homônimos. Isso significa que CPF identifica RG e Nome, e RG também identifica CPF e Nome, porque ambos são únicos para cada pessoa. Então, quando você vê uma alternativa do tipo “atributo A determina atributo B”, pergunte: se eu souber A, consigo achar B sem dúvida? Se a resposta for sim, a dependência existe. Como CPF é único, ele aponta para uma pessoa específica, e essa pessoa tem um único RG e um único nome. O mesmo raciocínio vale para o RG. A armadilha está no endereço. O enunciado não disse que o endereço é único, nem que uma pessoa tenha apenas um endereço para sempre. Na vida real, alguém pode morar no mesmo lugar que outra pessoa, mudar de casa, ter endereço comercial e residencial etc. Então não dá para afirmar que, sabendo o endereço, você descobre o CPF. Um endereço pode corresponder a várias pessoas, ou até mudar ao longo do tempo. Por isso, a alternativa C é a incorreta: Endereço -> CPF não existe. Em termos de banco de dados, CPF e RG são candidatos naturais a chave, enquanto endereço não tem essa garantia de unicidade. A ideia é bem clássica de teoria de dependências funcionais, muito cobrada pela FGV com raciocínio textual, sem precisar de formalismo pesado.