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Questões de Arquitetura e Urbanismo FGV: comentadas e grátis

Pratique questões de Arquitetura e Urbanismo da banca FGV, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

No contexto da arquitetura do novo milênio, o debate holandês se dá em torno de escritórios como o OMA, o MECANOO e o MVRDV, entre outros. A esse respeito, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa. ( ) O grupo OMA, liderado por Rem Koolhas, tem o hábito de fazer com que a atividade prática seja acompanhada de uma posição teórica, que ilustra e até substitui o trabalho especializado. ( ) Os projetistas que lideram o grupo MECANOO passam diretamente dos estudos universitários à atividade profissional, sem um programa pré-definido, ao vencerem como estudantes um concurso para moradias em Roterdã. ( ) O escritório MVRDV em sua design philosophy busca a uniformidade e distingue as categorias disciplinares e mantém a coesão, empregando em seu trabalho o menor número possível de contribuições e colaborações. As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,

  • A)V – V – V.
  • B)V – F – V.
  • C)F – V – V.
  • D)V – V – F.
  • E)F – V – F.
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Resposta correta: D

A questão cobra uma leitura bem típica da arquitetura contemporânea holandesa, marcada por escritórios que não só projetam, mas também escrevem, pesquisam e provocam debate. No caso do OMA, liderado por Rem Koolhaas, a banca destaca exatamente essa mistura de prática com teoria: o projeto vem acompanhado de reflexão crítica, às vezes quase virando manifesto. Isso torna a primeira afirmativa verdadeira. Já o MECANOO é lembrado por uma trajetória em que seus integrantes se consolidam no campo profissional a partir de experiências acadêmicas e concursos, mas a frase da questão exagera ao dizer que eles passaram "sem um programa pré-definido" e por um caminho linear demais. A banca costuma trocar o sentido histórico dos fatos para ver se você cai no conto bonito, então essa afirmativa fica falsa. No MVRDV acontece o oposto do que a frase diz: o escritório é conhecido por buscar diversidade, experimentação e combinação de dados, escalas e agentes, não uniformidade nem isolamento disciplinar. A ideia é trabalhar com múltiplas contribuições e colaborações, então a terceira afirmativa também é falsa. Por isso, o gabarito é D: V, F, F. Se você lembrar dessa tríade - OMA teórico, MECANOO com descrição distorcida, MVRDV plural e colaborativo - você mata esse tipo de questão sem sofrimento.

Questão 2

Assinale a opção que apresenta a definição de Laudo de Inspeção Predial.

  • A)Avaliação que envolve a determinação técnica do valor quantitativo ou monetário de um bem ou de um empreendimento.
  • B)Exposição da atividade que envolve apuração das causas que motivaram determinado evento, por profissional habilitado.
  • C)Conselho ou esclarecimento técnico emitido por um profissional legalmente habilitado sobre assunto de sua especialidade.
  • D)Relatório que envolve tomada de decisão ou posição entre as alternativas tecnicamente controversas ou que decorrem de aspectos subjetivos.
  • E)Peça na qual o profissional habilitado relata o que observou e dá as suas conclusões ou avalia, fundamentadamente, o valor de coisas e direitos.
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Resposta correta: E

Laudo de inspeção predial é o documento técnico produzido por profissional habilitado depois da vistoria/inspeção do edifício. Nele, o especialista registra o que observou, analisa as anomalias e falhas, aponta suas conclusões e, quando cabível, recomenda providências. Em linguagem simples: não é um chute bonito, é uma conclusão técnica bem amarrada. A ideia central é separar a mera observação da interpretação técnica. Você olha a edificação, identifica sinais de patologia, verifica riscos e organiza isso em um relatório que tenha base técnica. Esse tipo de peça aparece na prática da engenharia e da arquitetura, especialmente em condomínios, prédios públicos e imóveis que precisam de avaliação periódica. A banca acertou ao marcar a alternativa E porque ela reproduz a definição clássica de laudo: peça na qual o profissional habilitado relata o que observou e apresenta conclusões. Essa formulação é compatível com a terminologia técnica usada em inspeção predial e também lembra a definição geral de laudo pericial nas normas e na doutrina técnica, como a lógica da ABNT NBR 16747, que trata da inspeção predial. As demais opções misturam outros instrumentos técnicos, como parecer, avaliação de valor ou apuração de causas de eventos. Ou seja: parece tudo documento técnico, mas cada um tem sua função. Na prova, a pegadinha é justamente trocar o laudo de inspeção por outros relatórios parecidos.

Questão 3

Para fins da alimentação dos operários, os canteiros de obra devem dispor de um local para refeições, independentemente da existência ou não de cozinha. Assinale a opção que indica a propriedade exigida para o local de refeições.

  • A)Possuir comunicação direta com as instalações sanitárias.
  • B)Abrigar o preparo e a cocção de refeições simples.
  • C)Ficar adjacente ao alojamento.
  • D)Estar situado no nível do subsolo.
  • E)Ter paredes que permitam o isolamento durante as refeições.
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Resposta correta: E

Quando a obra oferece alimentação aos operários, o canteiro precisa ter um local de refeições com condições mínimas de higiene e conforto. A ideia é simples: comer não pode virar extensão da poeira, do barulho e da correria da obra. Por isso, a norma exige que o ambiente seja isolado durante as refeições, garantindo um espaço mais protegido e adequado para os trabalhadores. Esse ponto aparece nas regras de segurança e condições de vivência nos canteiros, tradicionalmente cobradas com base na NR-18 e nas exigências sanitárias aplicáveis. A lógica normativa é separar o momento da alimentação das demais áreas de trabalho, evitando interferência de agentes insalubres e preservando a saúde dos operários. A banca quer pegar quem associa “local de refeições” a cozinha, alojamento ou sanitário. Mas o foco aqui é a qualidade do espaço de refeição em si. Ele precisa permitir isolamento, isto é, funcionar como um ambiente próprio, sem ficar aberto à circulação típica da obra durante as refeições. Por isso, a alternativa correta é a que aponta paredes que permitam o isolamento durante as refeições. Em prova, quando aparecer canteiro de obras + alimentação, pense logo em condições mínimas de salubridade, separação de ambientes e proteção do trabalhador.

Questão 4

O desenrolar do estilo moderno na arquitetura no Brasil apresentou um peculiar processo de continuidade, o que levou à uma produção híbrida. Correlacione os arquitetos abaixo listados com a ênfase explicitada em suas respectivas obras de arquitetura. 1. Acácio Gil Borsói 2. João Filgueiras Lima 3. Oscar Niemeyer 4. Severiano Mário Porto 5. Villanova Artigas ( ) pré-fabricação: técnica de argamassa armada. ( ) ideias regionalistas: técnicas e materiais regionais. ( ) plástica brutalista: alta tecnologia na arquitetura nacional. ( ) plasticismo simbólico: volume escultórico. ( ) racionalidade: padronização dos elementos construtivos. Assinale a opção que mostra a relação correta, segundo a ordem apresentada.

  • A)1, 3, 5, 2 e 4.
  • B)2, 4, 5, 3 e 1.
  • C)5, 1, 2, 4 e 3.
  • D)4, 2, 3, 5 e 1.
  • E)5, 4, 1, 3 e 2.
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Resposta correta: B

A questão mistura nomes importantes da arquitetura moderna brasileira com a marca mais forte de cada um. A chave aqui é lembrar que o modernismo no Brasil nao foi uma coisa so: ele ganhou jeitos diferentes conforme o arquiteto, a tecnica e o contexto regional. Por isso a banca gosta de cruzar autor, linguagem e soluçao construtiva como se fosse um jogo de encaixe. O item 1 fala de pré-fabricação e argamassa armada, que é a cara de João Filgueiras Lima, o Lelé. Ele ficou conhecido por soluções industrializadas, racionais e muito ligadas à produção em série de componentes. Já o item 2 aponta ideias regionalistas, técnicas e materiais regionais, traço bem associado a Severiano Mário Porto, especialmente na Amazônia, onde o projeto dialoga com o clima e a cultura local. No item 3, a plástica brutalista e a alta tecnologia na arquitetura nacional remetem a Villanova Artigas, cuja obra explora a expressão estrutural, a sinceridade dos materiais e a força plástica do concreto. O item 4 é Oscar Niemeyer, com seu plasticismo simbólico e volumes esculturais, quase como se o concreto ganhasse vocação para fazer poesia. E o item 5, racionalidade com padronização dos elementos construtivos, combina com Acácio Gil Borsói, ligado a uma arquitetura mais modular e organizada. Assim, a sequência correta é 2, 4, 5, 3, 1, que corresponde à alternativa B. Em prova de história da arquitetura, a dica de ouro é: pense em assinatura de linguagem. Niemeyer é forma escultural, Artigas é brutalismo/estrutura, Lelé é industrialização, Porto é regionalismo e Borsói é racionalidade construtiva.

Questão 5

Na Memória Descritiva do Plano Piloto de Brasília, o arquiteto urbanista Lucio Costa explica que sua ideia “nasceu do gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse: dois eixos cruzando-se em ângulo reto”. Com o desenvolvimento da ideia, um destes eixos foi “arqueado”. Assinale a opção que indica o motivo que levou Lucio Costa a projetar este arqueamento.

  • A)Conter o eixo no triângulo que define a área urbanizada.
  • B)Dar organicidade por meio do uso de uma linha levemente sinuosa.
  • C)Reproduzir, graficamente, a forma das asas de um avião.
  • D)Representar o abraço de acolhimento do sítio territorial pela cidade.
  • E)Delinear o perímetro urbano da cidade, com vistas a futuras extensões.
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Resposta correta: A

A Memória Descritiva do Plano Piloto de Brasília é um daqueles textos clássicos que a banca adora cobrar porque mistura conceito urbanístico com imagem poética. Lúcio Costa partiu da ideia de dois eixos cruzados em ângulo reto, como um sinal de ocupação do território, mas depois ajustou o desenho para responder ao sítio e à lógica do plano. O eixo arqueado não surgiu por capricho formal nem para parecer avião no papel: ele foi curvado para conter o desenvolvimento urbano dentro da área delimitada pelo triângulo formado pelo terreno e pela organização proposta. Em Brasília, a forma não é enfeite solto. Ela serve à implantação da cidade, à leitura do território e à definição dos limites de ocupação. Por isso, quando a questão fala em arqueamento, o ponto central é entender que o plano precisava se ajustar à configuração espacial pretendida, mantendo o crescimento urbano contido na área urbanizada prevista. Então, o gabarito A está correto porque traduz exatamente essa intenção: o arqueamento do eixo ajuda a conter o desenho urbano dentro do triângulo que define a área urbanizada. Em prova de história da arquitetura e urbanismo, a banca costuma cobrar essa relação entre ideia geradora, forma final e resposta ao sítio. Em Brasília, nada é gratuito: até a curva tem função.

Questão 6

Assinale opção que apresenta a vantagem do uso de laje nervurada no sistema estrutural de concreto armado.

  • A)É economicamente eficiente até para vãos pequenos.
  • B)Apresenta facilidade na execução das fôrmas.
  • C)Dispensa a existência de pilares internos e externos.
  • D)Apresenta ótimo desempenho em balanços, com laje na face superior, como viga “T”.
  • E)Permite grandes vãos e espaços livres.
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Resposta correta: E

A laje nervurada é uma solução em que parte do concreto é concentrada em nervuras, deixando zonas menos solicitadas mais leves. Em vez de uma placa maciça, você ganha uma estrutura mais eficiente para vencer vãos maiores com menos peso próprio, o que costuma ser muito útil em edifícios, garagens e ambientes que pedem menos interferências de apoios. O ponto central aqui é entender a vantagem estrutural: como a laje fica mais rígida e leve, ela consegue trabalhar melhor em grandes vãos, aumentando os espaços livres e reduzindo a necessidade de pilares próximos. Isso melhora a distribuição dos esforços e pode até trazer economia de material em situações adequadas. Por isso, a alternativa correta é a que fala em permitir grandes vãos e espaços livres. Essa é uma das aplicações clássicas da laje nervurada no concreto armado. A doutrina de estruturas costuma destacar justamente essa eficiência para vencer vãos maiores, embora a escolha dependa do projeto, da modulação e da execução das fôrmas. Fique atento: laje nervurada não é, em regra, a solução campeã para vãos pequenos nem para execução simples. Ela aparece quando a ideia é ganhar desempenho estrutural com menos peso e mais liberdade arquitetônica, e aí ela brilha sem fazer pose.

Questão 7

Assinale a opção que indica uma característica referente aos tubos de ferro fundido empregados para instalação de esgoto.

  • A)Apresenta baixa resistência mecânica;
  • B)Possui baixo nível de isolamento acústico;
  • C)Pode ser interligada com outros tipos de materiais;
  • D)Deforma com o calor;
  • E)Permite rapidez na montagem ao vetar o uso de junta elástica.
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Resposta correta: C

Os tubos de ferro fundido usados em esgoto são conhecidos pela robustez. Eles aguentam bem impactos e esforços mecânicos, o que é ótimo em instalações onde o tubo precisa durar e sofrer pouca deformação. Além disso, costumam ter bom desempenho acústico, porque ajudam a reduzir o ruído da água escoando, algo bem útil em prédios residenciais e comerciais. Outro ponto importante é a compatibilidade. Esses tubos podem ser interligados com outros materiais, desde que se usem as conexões e adaptações corretas, como juntas e acoplamentos adequados. Na prática, isso facilita a transição entre trechos de ferro fundido e partes de PVC, por exemplo, sem virar uma novela hidráulica. Por isso, a alternativa C está correta: o tubo de ferro fundido para esgoto pode ser interligado com outros tipos de materiais. Esse é justamente um dos motivos de ele ser valorizado em redes prediais, junto com a durabilidade e a boa atenuação sonora.

Questão 8

O concreto comum é um material composto de cimento, areia, pedra e água. Suas características são dadas pela proporção entre esses materiais, denominada

  • A)pega.
  • B)cura.
  • C)traço.
  • D)concretagem.
  • E)adensamento.
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Resposta correta: C

Quando falamos em concreto comum, estamos falando de uma mistura de cimento, areia, pedra e água em proporções definidas. Essa proporção entre os materiais recebe o nome de traço. É como a receita do bolo: se você muda demais a quantidade de um ingrediente, o resultado final muda junto, e isso afeta resistência, trabalhabilidade e durabilidade do concreto. Na prática, o traço é o que permite controlar o desempenho do concreto. Um traço bem definido ajuda a garantir que a mistura fique adequada ao uso pretendido, seja para uma estrutura mais simples ou para algo que exija maior resistência. Por isso, em obra, falar em traço é falar em dosagem da mistura. A banca FGV gosta bastante de trocar os termos técnicos para ver se você confunde conceitos parecidos. Aqui, o ponto central é que a composição do concreto não se chama pega, cura, concretagem nem adensamento. O nome certo da proporção entre os componentes é traço. Então, o gabarito C está correto porque identifica exatamente a relação quantitativa entre cimento, agregados e água. Sem essa noção, você até mistura os materiais, mas faz isso no escuro, e concreto no escuro costuma cobrar a conta depois.

Questão 9

De acordo com sua Carta Climática, Fortaleza está, na maior parte das horas do ano, concentrada na zona de ventilação, de modo que a ventilação se torna estratégia muito eficaz de projeto. Indique um princípio de projeto arquitetônico recomendado para uso em Fortaleza.

  • A)Aberturas voltadas para qualquer orientação sem necessidade de sombreamento.
  • B)Pequenos vãos de abertura em todas as fachadas.
  • C)Ventilação vertical e cruzada por meio de aberturas.
  • D)Aberturas em direção oposta à captação do vento para evitar excesso de ventilação.
  • E)Espaços internos compartimentados e pouco fluídos.
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Resposta correta: C

Quando a carta climática coloca Fortaleza na zona de ventilação, a mensagem é bem direta: o projeto deve aproveitar o vento como aliado do conforto térmico. Em clima quente e úmido, isso ajuda a reduzir a sensação de abafamento e melhora a troca de calor com o corpo, desde que o edifício seja pensado para permitir a passagem do ar. Por isso, não basta abrir janelas “de qualquer jeito”. O desenho precisa organizar entradas e saídas de ar, criando caminhos para a ventilação atravessar os ambientes. Em arquitetura, isso aparece de forma clássica na ventilação cruzada, quando o ar entra por uma face e sai por outra, e também na ventilação vertical, que explora a subida do ar aquecido e favorece a exaustão natural. A alternativa correta é a C porque ela combina justamente essas estratégias: ventilação vertical e cruzada por meio de aberturas. Em Fortaleza, isso faz muito sentido, porque o vento é frequente em boa parte do ano e pode ser usado para ampliar o conforto sem depender tanto de sistemas mecânicos. Em termos de projeto, isso costuma vir junto com outros cuidados: boa orientação, sombreamento das aberturas e interior menos compartimentado, para o ar circular sem “bater em parede”. A ideia é simples: se o clima oferece vento, o edifício não deve ficar fazendo cara de quem não quer conversar com ele.

Questão 10

A planta do levantamento planialtimétrico de um imóvel deve conter informações referentes à topografia, aos acidentes físicos, à vizinhança e aos logradouros. Assinale a opção que apresenta a informação a ser prestada com referência à topografia do imóvel.

  • A)Localização de mobiliários urbanos existentes nas adjacências.
  • B)Indicação do tipo de pavimentação do logradouro e dos passeios.
  • C)Indicação da área real do imóvel e não da constante do título de propriedade.
  • D)Demarcação de faixas non aedificandi (não edificadas).
  • E)Apresentação de curvas de níveis em terrenos com desnível superior a 2m.
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Resposta correta: E

No levantamento planialtimétrico, a planta precisa mostrar tanto a posição do imóvel quanto as informações do relevo. Ou seja: além do que está no terreno, interessa saber como esse terreno “sobe e desce”, porque isso influencia ocupação, drenagem, implantação da edificação e leitura técnica do lote. Quando o assunto é topografia, a representação clássica é por curvas de nível, pontos cotados e acidentes do terreno. As curvas de nível são especialmente importantes quando há desnível perceptível, pois permitem enxergar a forma do relevo sem precisar “adivinhar” a inclinação. Em termos técnicos usuais, a planta deve trazer curvas de nível em terrenos com desnível superior a 2 m, que é exatamente o que a banca cobrou. As demais alternativas misturam outros grupos de informação: vizinhança, logradouro, área do imóvel e restrições urbanísticas. Isso é típico da FGV: ela espalha elementos do levantamento por categorias e pede que você identifique o item que pertence à topografia. Aqui, topografia é relevo, não calçada, não limite do lote e nem faixa de restrição. Na prática, se você vir “curvas de nível”, “pontos cotados” ou indicação do relevo, pense em topografia. Se aparecer rua, passeio, mobiliário urbano ou vizinhança, já saiu do campo do relevo e entrou em outra parte do levantamento.

Perguntas frequentes

Este quiz de Arquitetura e Urbanismo FGV é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Arquitetura e Urbanismo FGV são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca FGV, selecionadas do acervo do furafila.

Como treinar mais questões de Arquitetura e Urbanismo FGV?

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A FGV é uma banca difícil?

É considerada uma das mais exigentes pela combinação de enunciados longos, foco em interpretação e pegadinhas finas. A dificuldade está menos no conteúdo cru e mais na leitura atenta e na resistência ao longo de uma prova extensa.

Como são as questões da FGV?

Em geral múltipla escolha com cinco alternativas, em forma de caso prático, com textos longos e alternativas igualmente detalhadas. Muitas cobram inferência, ou seja, informação implícita que exige raciocínio. Vários concursos têm também fase discursiva com limite de linhas.

Qual a melhor forma de estudar pra banca FGV?

Resolver muitas questões da própria FGV, cronometrando, lendo o enunciado inteiro antes das alternativas e revisando os erros por causa (interpretação, pegadinha ou conteúdo). O treino precisa imitar o formato real da prova.

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