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Questões de Arquitetura e Urbanismo CESPE/CEBRASPE: comentadas e grátis

Pratique questões de Arquitetura e Urbanismo da banca CESPE/CEBRASPE, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

Acerca de diretrizes para projetos de banheiros acessíveis a pessoas com deficiência física, assinale a opção correta.

  • A)É importante sempre estar atento à possibilidade de alcance manual de válvulas sanitárias, torneiras, barras, puxadores e trincos bem como à de uso de todos os acessórios pela pessoa com deficiência.
  • B)Os pisos dos sanitários ou boxes, além de serem antiderrapantes, devem apresentar desníveis junto à soleira e entrada, ter grelhas e ralos encostados próximos às paredes.
  • C)Deve haver espaço para manobra do cadeirante dentro do banheiro, ou seja, um espaço livre de raio suficiente para que a cadeira possa girar 180°, prevendo-se, para isso, um diâmetro livre de 1,20 m.
  • D)Os lavatórios devem garantir altura frontal livre de barreiras a uma distância do piso de 1 m de altura para o possível encaixe da cadeira de rodas.
  • E)Ao lado da bacia sanitária, há necessidade de instalação de barras para garantir transferência frontal, perpendicular e diagonal.
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Resposta correta: A

Em banheiros acessíveis, a ideia central é simples: a pessoa precisa conseguir entrar, se aproximar, usar os equipamentos e sair com segurança, sem fazer malabarismo arquitetônico. A referência principal é a ABNT NBR 9050, que trata de acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, e serve de base para projetar um banheiro realmente usável por pessoa com deficiência física, especialmente usuária de cadeira de rodas. A banca costuma cobrar o básico com pegadinha de detalhe: altura, alcance manual, área de manobra, transferência lateral e posição correta dos acessórios. Não basta o banheiro "ter espaço"; ele precisa permitir alcance dos comandos, apoio nas barras e uso dos acessórios sem esforço excessivo. Se o projeto obriga a pessoa a se esticar demais, torcer o tronco ou fazer manobras improvisadas, já ficou inadequado. A alternativa A está correta porque resume uma regra essencial de acessibilidade: válvulas, torneiras, barras, puxadores, trincos e demais acessórios precisam estar ao alcance manual e ser utilizáveis pela pessoa com deficiência. Isso conversa diretamente com o princípio do desenho universal e com a NBR 9050, que exige alcance, uso simples e autonomia no ambiente. Em provas, lembre-se: banheiro acessível não é banheiro "adaptado de qualquer jeito". Ele tem dimensões mínimas, área de giro, lavatório com vão livre e barras posicionadas para transferência, sempre buscando uso seguro e independente.

Questão 2

[...] ocorreu a solução de criar-se uma sequência contínua de grandes quadras emolduradas por uma larga cinta densamente arborizada [...], prevalecendo em cada quadra determinada espécie vegetal, com chão gramado e uma cortina suplementar intermitente de arbustos e folhagens, a fim de resguardar melhor, qualquer que seja a posição do observador, o conteúdo das quadras, visto sempre num segundo plano e como que amortecido na paisagem. [...] tratada com bosques e campos de feição naturalista e rústica para os passeios e amenidades bucólicas de toda a população urbana. COSTA, Lucio. Relatório do plano piloto de Brasília. 1957 (com adaptações). Considerando os trechos do relatório referenciado bem como aspectos relacionados à arquitetura paisagística da capital nele descritos, assinale a opção correta.

  • A)Considera-se a arquitetura paisagística como aspecto importante para intermediação entre escala humana e edificações.
  • B)A feição rústica e naturalista descrita aproxima os bosques de amenidades bucólicas à composição geometrizada dos jardins franceses.
  • C)Há possibilidade de adequação fitossanitária nas superquadras pela distribuição de indivíduos e grupos de árvores idênticos.
  • D)Propõe-se o sombreamento constante e regular de áreas verdes nos setores residenciais por meio de arbustos decíduos.
  • E)O termo “chão gramado” diz respeito a pavimentos intertravados que permitem drenagem por meio de gramíneas.
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Resposta correta: A

O trecho do relatório de Lucio Costa mostra uma ideia central do urbanismo moderno em Brasília: o paisagismo não é enfeite, ele ajuda a organizar a cidade e a fazer a transição entre a escala monumental dos edifícios e a escala do pedestre. Em vez de volumes soltos e duros, a vegetação entra como elemento de mediação, suavizando a paisagem e dando conforto visual e ambiental. Quando Lucio fala em quadras emolduradas por faixa arborizada, com gramado e vegetação em camadas, ele está descrevendo um desenho pensado para qualificar a vida urbana. Isso conversa com a tradição do urbanismo moderno, em que o espaço livre, o verde e a circulação de pessoas ganham tanta importância quanto as edificações. Em Brasília, o paisagismo ajuda a criar unidade, sombra, percurso e leitura espacial. A alternativa correta é a letra A porque sintetiza bem essa função intermediadora da arquitetura paisagística entre a escala humana e as edificações. A vegetação não aparece só como ornamento, mas como parte da composição urbana, contribuindo para conforto, percepção e integração dos espaços. As demais opções tentam confundir com termos técnicos ou com estilos de jardins que não têm relação com o trecho. Aqui, o texto não fala em jardinagem formal francesa, nem em pavimento intertravado, nem em critérios fitossanitários específicos. Ele fala de paisagem urbana planejada, com função ambiental, visual e espacial.

Questão 3

No caso de execução de obra de edificação de grande vulto e de alta complexidade técnica, a Lei de Licitações faculta à administração exigir dos licitantes a metodologia de execução, cuja avaliação, para efeito de sua aceitação ou não, antecederá sempre

  • A)o documento de formalização da demanda.
  • B)a análise técnica.
  • C)a análise de riscos.
  • D)a autorização de abertura da licitação.
  • E)a análise dos preços.
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Resposta correta: E

Em obras de edificação de grande vulto e alta complexidade técnica, a Administração pode pedir que o licitante apresente a metodologia de execução, isto é, o jeito como pretende organizar, sequenciar e controlar a obra. A ideia é simples: não basta prometer preço baixo, é preciso mostrar que a solução técnica “fecha a conta” na prática. Pela Lei de Licitações, essa metodologia pode ser avaliada para verificar se ela é aceitável ou não. E essa checagem vem antes da análise dos preços, porque primeiro a Administração confere se a proposta técnica faz sentido; só depois vale comparar valores. Faz todo sentido: preço bonito com método ruim é receita clássica para dor de cabeça na obra. Esse é o ponto cobrado na questão. O enunciado fala justamente da hipótese em que a lei faculta exigir a metodologia de execução em obra de grande vulto e alta complexidade técnica, e a avaliação dessa metodologia antecede sempre a análise dos preços. É uma lógica de compatibilidade técnica antes da disputa econômica. Na prática, a banca costuma explorar essa sequência procedimental para ver se você não inverte as etapas. Então, guarde a ideia: primeiro a viabilidade técnica da metodologia, depois o exame do preço.

Questão 4

Entre as diversas ferramentas usadas em computação gráfica aplicada à arquitetura inclui-se o Revit, que é capaz de

  • A)conduzir o manejo coordenado, além de permitir o dimensionamento e o cálculo automático e pormenorizado dos sistemas estruturais.
  • B)identificar automaticamente interferências geométricas e conflitos na fisionomia arquitetônica.
  • C)produzir relatórios adequando escolhas de partido plástico às sensações e ambiências desejadas.
  • D)processar dados pertinentes para o edifício durante suas fases de projeto, execução e posterior gestão.
  • E)realizar renderização ágil e dinâmica em tempo real, que resulta em relatórios para adequação de revestimentos conforme intempéries.
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Resposta correta: D

O Revit é um software de modelagem da informação da construção, o famoso BIM. Na prática, ele não serve só para “desenhar bonito” no computador: ele organiza um modelo digital com dados do edifício, permitindo que o projeto seja acompanhado e atualizado ao longo de várias etapas. Isso inclui projeto, compatibilização, execução e até a gestão posterior do imóvel, porque o modelo carrega informações úteis para a vida toda da edificação. É por isso que a alternativa D está correta. Ela descreve exatamente essa lógica do BIM: processar dados pertinentes ao edifício durante suas fases de projeto, execução e posterior gestão. O Revit é uma ferramenta típica desse ambiente, pois integra geometria e informação, ajudando a centralizar o que antes ficava espalhado em várias pranchetas, planilhas e versões de arquivo que se perdiam na gaveta (ou na nuvem, que também dá um drama às vezes). As demais alternativas tentam atribuir ao Revit funções mais específicas, exageradas ou simplesmente fora do foco. Ele pode colaborar com compatibilização e identificação de conflitos, mas isso não esgota sua finalidade. Também não é ferramenta voltada a “sensações”, “partido plástico” ou relatórios climáticos automáticos como descrito nas opções mais criativas da banca. Em concursos, vale guardar a ideia-chave: Revit é um software BIM, e BIM significa informação ao longo do ciclo de vida da construção. Isso é o coração da questão. Se você lembra disso, metade da prova já fica mais amigável.

Questão 5

No âmbito da patologia das edificações, a deterioração do concreto armado pode ser causada por fatores relacionados à ação longa e contínua da umidade, o que gera problemas como

  • A)retração térmica.
  • B)abrasão.
  • C)corrosão eletroquímica na armadura de aço.
  • D)reação álcalis-agregado.
  • E)retração plástica.
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Resposta correta: C

Quando o concreto armado fica exposto à umidade por muito tempo, o problema não é só “ficar molhado”: a água ajuda a criar um meio favorável à entrada de agentes agressivos e à degradação da proteção natural do aço. No concreto armado, a armadura depende muito da alcalinidade do concreto para se manter passiva, ou seja, protegida contra a ferrugem. Se a umidade persiste, ela pode permitir a presença de oxigênio e de íons agressivos, como cloretos, além de favorecer a carbonatação. Esse combo enfraquece a camada protetora da armadura e abre caminho para a corrosão eletroquímica do aço. É o clássico caso em que a estrutura parece “só úmida”, mas por dentro o prejuízo vai crescendo em silêncio. Por isso, o gabarito é a letra C. A corrosão eletroquímica na armadura de aço é uma das principais patologias associadas à ação prolongada da umidade em concreto armado, porque a água funciona como meio para as reações eletroquímicas que atacam o metal. As outras alternativas falam de mecanismos diferentes, como retrações, desgaste superficial ou reação química entre cimento e agregados, que não representam o efeito típico da umidade contínua sobre a armadura. Em patologias das edificações, a umidade longa costuma ser mais amiga do mofo, da eflorescência e da corrosão do que de qualquer outra coisa.

Questão 6

Burle Marx viveu em Recife, entre 1934 e 1937, onde atuava como chefe do setor de parques e jardins da diretoria de arquitetura e urbanismo de Pernambuco. Nesse período, ele lançou as bases de sua carreira, que incluíram

  • A)reflexão sobre o paisagismo no espaço público como disciplina autônoma e fortemente ancorada em movimentos internacionais de composição paisagística.
  • B)preferência por temas prosaicos e pitorescos representados em jardins interiores de pequena escala.
  • C)valorização de desenhos de piso e elementos fabricados como componentes principais da comunicação artística, em detrimento da vegetação.
  • D)concepção da vegetação como meio de amenizar o clima e a poluição urbana, além de emprego e valorização da flora autóctone.
  • E)formulação de pressupostos e princípios de ação, sobretudo por meio do desenho, excluindo experiências botânicas.
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Resposta correta: D

Burle Marx foi muito mais do que um "jardineiro caprichoso": ele ajudou a transformar o paisagismo em uma linguagem própria, ligada ao desenho, à botânica e à vida urbana. No período em Recife, entre 1934 e 1937, ele consolidou ideias que depois marcaram sua obra em todo o Brasil: usar a vegetacao nativa, respeitar o clima tropical e pensar o jardim como parte da cidade, e nao como simples enfeite. A lógica dele era bem moderna para a época. Em vez de copiar modelos europeus prontos, ele valorizava a flora autóctone e via a vegetação como elemento funcional e estético ao mesmo tempo. Isso ajudava a amenizar calor, poeira e poluição, além de criar paisagens mais coerentes com o ambiente brasileiro. Em linguagem de prova: paisagismo com identidade tropical e função urbana. Por isso o gabarito é a letra D. Ela resume exatamente esse momento inicial da carreira de Burle Marx: a defesa da vegetação como instrumento de conforto ambiental e a valorização das plantas nativas. É uma marca central do pensamento dele e aparece com força na bibliografia de paisagismo brasileiro, especialmente na leitura histórica da modernização do jardim no século XX. Se você lembrar de uma palavra-chave só, pense assim: Burle Marx não queria jardim de vitrine estrangeira, e sim paisagem tropical com cara de Brasil, visual e funcional ao mesmo tempo.

Questão 7

Após encerramento de todas as fases do pregão publicado pelo governo estadual do Ceará, o vencedor, convocado para assinar o contrato dentro do prazo de validade da proposta, recusou-se a assiná-lo. Nesse caso, a lei que instituiu o pregão prevê como consequência

  • A)o ressarcimento de todos os prejuízos causados ao estado.
  • B)o impedimento de licitar e firmar contrato com o estado.
  • C)a declaração de inidoneidade para firmar contrato com o estado.
  • D)a multa a ser calculada sobre o valor do contrato.
  • E)a suspensão dos contratos firmados com o estado.
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Resposta correta: B

No pregão, a regra é simples: a proposta venceu, o licitante foi convocado dentro do prazo de validade e, se ele recusa assinar o contrato sem justificativa, a lei entra em cena com uma punição bem direta. A Lei 10.520/2002, no art. 7º, prevê que quem, convocado dentro do prazo de validade da proposta, não celebrar o contrato, fica impedido de licitar e contratar com a União, Estados, Distrito Federal e Municípios, além de outras providências previstas no sistema de cadastramento. Ou seja, aqui não se fala primeiro em multa, nem em declaração de inidoneidade. O legislador foi específico para o pregão: a consequência principal é o impedimento de licitar e contratar. É uma sanção administrativa forte, porque o comportamento frustra o certame e atrapalha a contratação pública. Perceba a pegadinha clássica da banca: ela mistura sanções da Lei 8.666/1993 com o regime do pregão. Só que pregão tem disciplina própria e o artigo cobrado é justamente o que resolve a situação narrada no enunciado. Então, como o vencedor recusou a assinatura do contrato dentro da validade da proposta, a resposta correta é a alternativa que aponta o impedimento de licitar e contratar com o ente federativo. Simples, direto e com cara de CESPE.

Questão 8

Durante a vigência da licença ambiental para a construção de um condomínio privado no qual a atividade vinha cumprindo todas as condicionantes, o órgão competente descobriu que o documento era embasado em laudo técnico afirmando que a área não possuía nenhuma importância especial relativa à diversidade biológica. Todavia, na verdade, a área em questão possui remanescentes de mata atlântica que abrigam espécies raras da fauna e da flora, havendo a necessidade de revisão da licença. Nesse caso hipotético, o órgão ambiental competente deverá

  • A)revisar, após o término da licença em vigor, os documentos que embasaram a licença e, se for comprovada alguma mudança, não renovar o licenciamento.
  • B)modificar as condicionantes da licença para que a construção ainda possa ser feita, já que a licença está em vigor.
  • C)solicitar ações corretivas ao licenciado, uma vez que a atividade é devidamente licenciada e cumpre todas as condicionantes da licença ambiental.
  • D)impedir a renovação da licença após o término da atual bem como as novas solicitações para o empreendimento, já que surgiram informações relevantes.
  • E)revisar a licença por motivo de falsa descrição de informações relevantes à sua expedição, havendo a possibilidade de suspendê-la ou cancelá-la.
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Resposta correta: E

A licença ambiental não é um "cheque em branco" nem um documento intocável. Ela pode ser revista quando surgem fatos relevantes que mostram que a base técnica da autorização estava errada ou incompleta. Em outras palavras: se a Administração descobre que o laudo que sustentou a licença continha informação falsa ou omissão relevante, ela pode intervir no ato. No caso da questão, o ponto decisivo é que a licença foi emitida com base em laudo dizendo que a área não tinha importância especial para a biodiversidade, mas depois se descobriu que havia remanescentes de Mata Atlântica e espécies raras. Isso altera completamente o cenário ambiental e atinge o próprio fundamento da licença. A regra está no art. 19 da Resolução CONAMA 237/1997, que permite a modificação, suspensão ou cancelamento da licença quando houver omissão ou falsa descrição de informações relevantes que tenham embasado sua expedição. Então, o órgão competente deve revisar a licença e, conforme o caso, suspendê-la ou cancelá-la. Resumo de prova: licença ambiental pode até ter estabilidade, mas não gosta de mentira técnica. Se a base fática era falsa, a Administração pode corrigir o rumo.

Questão 9

Acerca de tipificação, a anotação de responsabilidade técnica (ART) pode ser classificada em

  • A)ART de serviço e ART de serviço de rotina.
  • B)ART de obra e ART de função.
  • C)ART de obra ou serviço de rotina e ART de cargo ou função.
  • D)ART de obra ou serviço, ART de obra ou serviço de rotina e ART de cargo ou função.
  • E)ART de obra ou serviço e ART de cargo ou função.
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Resposta correta: D

A ART, ou Anotação de Responsabilidade Técnica, é o documento que formaliza a responsabilidade do profissional pelas atividades de engenharia, agronomia, geociências, etc., e também serve como proteção para o contratado, o contratante e a sociedade. No sistema do CONFEA/CREA, a classificação mais cobrada em prova costuma separar a ART em três tipos: ART de obra ou serviço, ART de obra ou serviço de rotina e ART de cargo ou função. Essa divisão aparece na regulamentação do tema, especialmente nas normas do CONFEA que tratam da ART, em harmonia com a Lei 6.496/1977. O pulo do gato aqui é perceber que a banca gosta de misturar categorias parecidas, trocando "obra ou serviço" por "obra" ou inventando "função" sem o complemento correto. Mas, na técnica normativa, existe ART de cargo ou função para vínculo empregatício ou designação formal, e há ART de obra ou serviço, inclusive na modalidade de rotina quando se trata de atividades repetitivas e continuadas. Por isso, o gabarito D está correto: ele reúne as três classificações reconhecidas na tipificação da ART. As demais alternativas cortam uma das categorias, alteram a nomenclatura oficial ou criam combinações que não correspondem à sistemática normativa.

Questão 10

No caso particular de reforma de edifício ou de equipamento, assinale a opção correspondente ao limite do valor de aditivos previsto no art. 65 da Lei n.º 8.666/1993.

  • A)até o limite de 10% para os seus acréscimos
  • B)até o limite de 20% para os seus acréscimos
  • C)até o limite de 30% para os seus acréscimos
  • D)até o limite de 50% para os seus acréscimos
  • E)até o limite de 40% para os seus acréscimos
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: D

O art. 65 da Lei 8.666/1993 trata das alterações contratuais e dos limites para aditivos. A regra geral é que o contratado pode sofrer acréscimos ou supressões dentro de certos percentuais, mas a lei cria uma exceção importante para reforma de edifício ou de equipamento. Nessa hipótese, os acréscimos podem chegar a até 50% do valor inicial atualizado do contrato, justamente porque reformas costumam reservar surpresas de obra, como viga escondida, infiltração e aquele "pequeno" problema estrutural que só aparece quando a parede cai. Por isso, o gabarito é a letra D. O dispositivo legal é o art. 65, §1º, da Lei 8.666/1993, que estabelece: "O contratado fica obrigado a aceitar, nas mesmas condições contratuais, os acréscimos ou supressões que se fizerem nas obras, serviços ou compras, até 25% do valor inicial atualizado do contrato, e, no caso particular de reforma de edifício ou de equipamento, até o limite de 50% para os seus acréscimos." A prova quer exatamente essa exceção. Na prática, isso aparece muito em concursos porque a banca gosta de misturar a regra geral de 25% com a exceção de reforma. Então, se o enunciado falar em reforma de edifício ou equipamento, acenda a luz amarela: o limite muda. É um daqueles detalhes que parecem pequenos, mas derrubam muita gente. Resumo de bolso: obra nova, regra geral; reforma de prédio ou equipamento, limite maior para acréscimos. A lei faz essa diferença para dar alguma folga quando a intervenção revela necessidades que não eram totalmente previsíveis no início.

Perguntas frequentes

Este quiz de Arquitetura e Urbanismo CESPE/CEBRASPE é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Arquitetura e Urbanismo CESPE/CEBRASPE são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca CESPE/CEBRASPE, selecionadas do acervo do furafila.

Como treinar mais questões de Arquitetura e Urbanismo CESPE/CEBRASPE?

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Como funciona a pontuação da Cebraspe?

É líquida: um item errado anula um certo (fator 1:1) e, em alguns certames, são duas erradas para anular uma certa (2:1). Por isso o chute aleatório, na média, reduz a nota.

Quantos itens devo deixar em branco na Cebraspe?

Candidatos aprovados costumam deixar de 10% a 20% dos itens em branco, justamente os que seriam chute puro, para proteger a pontuação líquida.

A Cebraspe cobra decoreba ou entendimento?

Mais entendimento. Ela explora conceitos, exceções e aplicação prática, então estudar só palavra-chave não basta: é preciso saber quando a regra não vale.

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