← Todos os quizzes

Administração tributária

Fiscalização, lançamento, sigilo fiscal.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

Quanto à Administração Tributária, responda:

  • A)A legislação tributária, regulará, em caráter geral, ou especificamente em função da natureza do tributo de que se tratar, a competência e os poderes das autoridades administrativas em matéria de fiscalização da sua aplicação.
  • B)A legislação a que se refere este artigo aplicase às pessoas naturais ou jurídicas, contribuintes ou não, exceto às que gozem de imunidade tributária ou de isenção de caráter pessoal.
  • C)Para os efeitos da legislação tributária, têm aplicação quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos, documentos, papéis e efeitos comerciais ou fiscais, dos comerciantes industriais ou produtores, ou da obrigação destes de exibi-los.
  • D)Estão sujeitos à fiscalização tributária ou previdenciária quaisquer livros comerciais, de forma ilimitada.
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: A

Aqui o tema é fiscalização tributária, bem na linha do CTN. A lógica é simples: a Administração Tributária precisa de poderes para verificar se a lei está sendo cumprida, e a legislação tributária define quem fiscaliza, como fiscaliza e até quais documentos podem ser exigidos. O ponto central da questão está no CTN, art. 194: a legislação tributária regulará, em caráter geral ou especificamente em função da natureza do tributo, a competência e os poderes das autoridades administrativas em matéria de fiscalização da sua aplicação. É exatamente isso que a alternativa A reproduz. Ou seja, não é um poder solto no ar: ele existe e é organizado pela lei. Já a sistemática do CTN é bem forte em favor da fiscalização. Pelo art. 195, a legislação tributária não aceita certas limitações legais ao exame de mercadorias, livros, arquivos e documentos, justamente para evitar que a fiscalização fique de mãos atadas. E o parágrafo único do art. 194 deixa claro que essas regras alcançam até quem não é contribuinte, inclusive pessoas imunes ou com isenção pessoal. Na prática, a banca gosta de trocar palavras como "exceto" por "inclusive" e "não têm aplicação" por "têm aplicação", porque isso muda tudo. Em Direito Tributário, uma palavrinha errada costuma derrubar a alternativa inteira, sem dó.

Questão 2

Em uma pequena síntese, pode-se afirmar que o fato gerador dá nascimento à obrigação tributária, ao passo que o crédito tributário surgirá com o lançamento. Nesse contexto, à luz das disposições do Código Tributário Nacional sobre o assunto, assinale a alternativa INCORRETA.

  • A)O Lançamento pode ser entendido como o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.
  • B)O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação.
  • C)O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo não poderá ser modificado por meio de recurso de ofício.
  • D)O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada.
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: C

O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo pode ser alterado nas hipóteses previstas no CTN: impugnação do sujeito passivo, recurso de ofício e iniciativa de ofício da autoridade administrativa nos casos legais. Por isso, é incorreto dizer que não pode ser modificado por recurso de ofício.

Questão 3

De acordo com as disposições do Código Tributário Nacional, observe os casos abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que indica corretamente em quais deles o lançamento pode ser efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa: I. Quando se comprovar que um elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória foi declarado de forma falsa. II. Quando se comprovar que uma terceira pessoa agiu com simulação com a intenção de beneficiar o sujeito passivo. III. Quando o direito da Fazenda Pública já houver sido extinto.

  • A)Apenas I.
  • B)Apenas II.
  • C)Apenas III.
  • D)Apenas I e II.
  • E)I, II e III.
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: D

O CTN trata o lançamento como o ato administrativo que constitui o crédito tributário, mas ele não nasce intocável. Em situações específicas, a autoridade pode revisar o lançamento de ofício, justamente para corrigir distorções, omissões ou fraudes que comprometeram a apuração do tributo. É a lógica do art. 149 do CTN: se houve problema relevante na formação do lançamento, a Fazenda pode reexaminar o ato. No caso da afirmativa I, há hipótese típica de revisão de ofício: quando um elemento de declaração obrigatória foi prestado de forma falsa. Se a declaração veio com informação mentirosa, o lançamento pode ser revisto para refletir a realidade. Isso conversa diretamente com o art. 149 do CTN, que autoriza a revisão quando houver vício relacionado a declaração, omissão, falsidade ou erro relevante. A afirmativa II também está correta. Se uma terceira pessoa atua com simulação para beneficiar o sujeito passivo, há clara hipótese de desvio da verdade material. O CTN não protege fraude só porque veio de terceiro: se a simulação impacta o lançamento, a autoridade pode revê-lo de ofício. Em matéria tributária, o rótulo da manobra importa menos que o efeito prático dela. Já a afirmativa III não entra na regra de revisão de ofício. Se o direito da Fazenda Pública já foi extinto, não há mais base para constituir ou rever o crédito daquele modo, porque o próprio poder de exigir o tributo já desapareceu. Por isso, o gabarito é a letra D: apenas I e II.

Questão 4

O Município de Caixas D’Água, assolado pela intensa seca, editou lei concedendo prorrogação dos pagamentos de todos os débitos de IPTU e ISS vencidos ou com lançamento já iniciados até a data de sua publicação. De acordo com as disposições do Código Tributário Nacional, assinale a alternativa correta sobre a medida utilizada e seus efeitos:

  • A)A medida foi a transação, que tem como efeito a extinção da exigibilidade dos créditos tributários.
  • B)A medida foi a moratória, que tem como efeito a suspensão da exigibilidade dos créditos tributários.
  • C)A medida foi a compensação, que tem como efeito a extinção da exigibilidade dos créditos tributários.
  • D)A medida foi a remissão, que tem como efeito a suspensão da exigibilidade dos créditos tributários.
  • E)A medida foi a moratória, que tem como efeito a extinção da exigibilidade dos créditos tributários.
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: B

Quando a lei tributária dá mais tempo para o contribuinte pagar, sem apagar a dívida, estamos diante da moratória. No CTN, a moratória aparece como uma causa de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, isto é, o Fisco continua com o crédito constituído, mas não pode cobrá-lo enquanto durar o prazo concedido. A lógica é simples: a obrigação não desaparece, só fica em pausa. No caso da questão, o município enfrentou seca intensa e editou lei prorrogando os pagamentos de IPTU e ISS vencidos ou com lançamento já iniciado. Isso combina perfeitamente com a moratória, que pode ser concedida em caráter geral por lei específica, inclusive em situações excepcionais. O fundamento está nos arts. 151, I, e 152 do CTN. A pegadinha costuma estar em confundir suspensão com extinção. Extinção é quando o crédito tributário some de vez, como ocorre com pagamento, compensação, remissão, prescrição e decadência. Moratória não faz isso: ela só empurra o vencimento para frente e suspende a exigibilidade. Por isso, a alternativa correta é a que identifica a medida como moratória e aponta sua consequência jurídica correta: suspensão da exigibilidade do crédito tributário.

Questão 5

Analise as afirmativas a seguir sobre crédito tributário e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas. ( ) São passíveis de fiscalização tanto pessoas físicas quanto pessoas jurídicas, contribuintes ou não, mesmo que se trate de entidade imune ou isenta. ( ) A anistia é uma modalidade de extinção do crédito tributário. ( ) Segundo o Código Tributário Nacional, são tributos os impostos, as taxas e a contribuição de melhoria. Assinale a sequência correta.

  • A)F V F
  • B)V F V
  • C)F F F
  • D)V V V
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: B

Aqui a banca mistura conceitos de fiscalização, extinção e espécies tributárias para ver se voce escorrega no detalhe. No CTN, a fiscalização pode alcançar pessoas físicas ou jurídicas, contribuintes ou não, inclusive entidades imunes ou isentas, porque imunidade e isenção não significam "blindagem" contra fiscalização. A lógica está no poder-dever da Administração de verificar fatos geradores, base de cálculo e obrigações acessórias, com apoio, por exemplo, do art. 194 do CTN. A segunda afirmativa erra feio: anistia não extingue crédito tributário. Ela é causa de exclusão do crédito tributário, ao lado da isenção, conforme o art. 175 do CTN. Extinção é outro capítulo da história, com pagamento, compensação, prescrição, decadência e companhia. A terceira está certa. O art. 5 do CTN diz que os tributos são impostos, taxas e contribuição de melhoria. Embora a Constituição também trate de empréstimos compulsórios e contribuições especiais como espécies tributárias, a redação do CTN clássico traz exatamente essa tríade. Por isso, a sequência correta é V, F, V, que corresponde à alternativa B.

Questão 6

Sobre o lançamento tributário, conforme previsto pelo Código Tributário Nacional, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. ( ) Quando o valor tributário estiver expresso em moeda estrangeira, no lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional ao câmbio do dia da sua lavratura. ( ) O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. ( ) O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo pode ser alterado em virtude de impugnação do sujeito passivo. ( ) A modificação introduzida nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento não pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução. Assinale a sequência correta.

  • A)V F V F
  • B)F V V F
  • C)V F F V
  • D)F V F V
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: B

Lançamento tributário é o ato administrativo que

Questão 7

Sobre a fiscalização tributária, assinale a alternativa correta.

  • A)As entidades que gozam de imunidade tributária não devem ser alvo de fiscalização e, portanto, não precisam cumprir com obrigações acessórias, tais como preenchimento de livros fiscais ou envio de declarações.
  • B)Segundo o STJ, é do poder público a incumbência de provar que o contribuinte recebeu a notificação referente ao carnê do IPTU.
  • C)Decisão que declara indevida a cobrança do imposto em determinado exercício faz coisa julgada em relação aos posteriores; portanto, é vedada a autuação fiscal.
  • D)É vedada a divulgação, por parte da Fazenda Pública ou de seus servidores, de informação obtida em razão do ofício sobre a situação econômica ou financeira do sujeito passivo ou de terceiros e sobre a natureza e o estado de seus negócios ou atividades.
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: D

A fiscalização tributária é a atividade pela qual o Fisco verifica se o contribuinte cumpriu corretamente suas obrigações principais e acessórias. E aqui vai um ponto clássico de prova: até quem tem imunidade ou isenção pode ser fiscalizado, porque a administração precisa conferir se os requisitos legais estão sendo respeitados. Ou seja, benefício tributário não é passe livre para ignorar a Receita. Também é bom lembrar que a cobrança do tributo e os atos de lançamento seguem regras próprias, e a prova costuma misturar isso com temas como notificação, coisa julgada e sigilo fiscal. A banca adora uma frase que parece “bonita”, mas exagera no absoluto. Em tributário, quase sempre o detalhe está no excesso da afirmação. O gabarito é a letra D porque o art. 198 do CTN estabelece o sigilo fiscal: é vedada a divulgação, pela Fazenda Pública ou por seus servidores, de informações obtidas em razão do ofício sobre a situação econômica ou financeira do sujeito passivo ou de terceiros, bem como sobre a natureza e o estado de seus negócios ou atividades. Há exceções legais, mas a regra geral é de sigilo. Portanto, a alternativa correta é a que reproduz essa vedação legal. As demais erram por absolutizar imunidade, inverter ônus de prova ou ampliar indevidamente os efeitos da coisa julgada em matéria tributária.

Questão 8

O contribuinte conta com uma série de direitos e garantias que podem ser opostas contra a fiscalização tributária. Dentre essas garantias, destacam-se a anterioridade e a noventena (ou anterioridade nonagesimal), previstas no artigo 150, III, “b” e “c” da Constituição. A respeito desses princípios, assinale a alternativa correta.

  • A)A noventena (ou anterioridade nonagesimal) só é aplicável às contribuições para custeio da seguridade social.
  • B)Uma das exceções à anterioridade é a fixação da alíquota de imposto de renda, de modo que a majoração do tributo poderá ser aplicada no mesmo ano, cabendo, porém, observar a noventena.
  • C)Uma das exceções à noventena é a fixação da base de cálculo do IPTU, de modo que alterações no seu montante não precisam aguardar 90 dias desde a publicação da lei pertinente para produzir efeitos, cabendo, porém, observar a anterioridade em sua modalidade anual.
  • D)As contribuições para o custeio da seguridade social se submetem, somente, à anterioridade (anual), não observando a noventena.
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: C

A lógica aqui é simples: a Constituição cria barreiras para o Fisco não mudar o jogo no meio da partida. A regra geral é dupla: a lei que aumenta tributo precisa respeitar a anterioridade anual (art. 150, III, b) e a noventena, ou anterioridade nonagesimal (art. 150, III, c). Mas nem tudo entra nessa fila de espera. O próprio texto constitucional traz exceções, e uma delas é justamente a fixação da base de cálculo do IPTU. Em outras palavras, se a lei mexe na base de cálculo do IPTU, ela não precisa aguardar 90 dias para produzir efeitos, embora ainda tenha de respeitar a anterioridade anual. É por isso que a alternativa C está correta: ela identifica a exceção à noventena e, ao mesmo tempo, lembra que a anterioridade anual continua valendo. Esse é um detalhe clássico de prova, porque a banca gosta de trocar uma trava pela outra, como se fosse o famoso "peguei você no caminho". Fique com a ideia-chave: anterioridade anual e noventena são regras diferentes, com exceções diferentes. Em tributo, prazo importa quase tanto quanto valor.

Questão 9

As taxas são espécies de tributos vinculados a uma atividade estatal, em conformidade com o artigo 145 da Constituição da República. Quanto ao regime das taxas, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. (   ) As taxas podem ser cobradas em razão de quaisquer atividades que gerem dispêndios ao Poder Público. (   ) As taxas devem atender uma razoável equivalência com o custo da atividade estatal que pretendem compensar. (   ) As taxas só podem ser cobradas em razão da execução de atos dentro do poder de polícia, como atividades de fiscalização tributária, e pela prestação de serviços públicos gerais e indivisíveis, como o serviço de varrição de logradouros públicos. (   ) As taxas só podem ser exigidas quando a atividade pública proporcionar algum benefício específico para o grupo de contribuintes a elas relacionado. Assinale a sequência correta.

  • A)V F F F
  • B)F V V V
  • C)F V F F
  • D)V F V V
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: C

Taxa é tributo vinculado, ou seja, nasce quando o Estado presta um serviço específico e divisível ou exerce poder de polícia. Isso vem do artigo 145, II, da Constituição, e também do artigo 77 do CTN. Então, não basta qualquer gasto público para criar taxa: se a despesa é geral, a lógica já não é de taxa. A segunda afirmativa está correta porque a taxa precisa guardar uma relação razoável com o custo da atividade estatal. Em linguagem de prova: não pode virar um tributo desconectado da fiscalização ou do serviço prestado, sob pena de desfigurar sua natureza. A terceira e a quarta estão erradas porque misturam conceitos. Taxa não é cobrada por serviço público geral e indivisível, como varrição de ruas, nem depende de benefício específico ao contribuinte. Serviço geral e indivisível é mais a cara de imposto, não de taxa. Por isso, o gabarito C é o correto: F, V, F, F. A banca quis testar o ponto clássico das taxas: vinculação a uma atuação estatal específica, e não a qualquer atividade que gere despesa.

Questão 10

Considere hipoteticamente que João e Roberto eram sócios da empresa “Temos resposta para tudo”, prestadora de serviços de consultoria em Engenharia. Durante os anos de 2020 e 2021, deixaram de recolher o ISSQN devido ao município de Curvelo, onde estava localizado o estabelecimento prestador. Em 2023, os auditores fiscais de Curvelo realizam auditoria e preparam o lançamento tributário pertinente. No que concerne à responsabilidade tributária sobre o crédito devido, assinale a alternativa incorreta

  • A)Diante do simples inadimplemento da obrigação tributária, João e Roberto poderão ser arrolados como contribuintes do ISS devido, conjuntamente com a empresa “Temos resposta para tudo”.
  • B)João e Roberto poderão ser indicados como responsáveis tributários pela dívida caso tenham realizado atos contrários à lei ou ao contrato social da empresa, os quais tenham resultado no inadimplemento da obrigação tributária.
  • C)Na hipótese de a empresa deixar de operar em seu endereço conhecido pela Prefeitura de Curvelo, sem que tal situação tenha sido informada às autoridades municipais competentes, João e Roberto poderão ser indicados como responsáveis tributários pela dívida em questão.
  • D)Tendo em vista que contribuinte é quem tem relação direta como o fato gerador, somente a empresa “Temos resposta para tudo” poderá ocupar tal posição na relação jurídico-tributário, podendo João e Roberto serem indicados como responsáveis tributários, dentro das hipóteses previstas na legislação.
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: A

Aqui a chave é separar duas ideias que a banca adora misturar: contribuinte e responsável tributário. Contribuinte é quem pratica o fato gerador ou tem relação direta com ele. No ISS, em regra, isso é a empresa prestadora do serviço, não os sócios. Então João e Roberto não viram contribuintes só porque a empresa deixou de pagar. Falta a mágica tributária, que aqui não existe: inadimplemento puro e simples não transforma sócio em devedor automático. Para alcançar os sócios, o caminho costuma ser a responsabilidade tributária do art. 135, III, do CTN: é preciso haver atos com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos, com vínculo com o débito. Em outras palavras, não basta a conta ficar sem pagar; tem que haver conduta irregular relevante. A jurisprudência do STJ é firme nisso: o mero inadimplemento não gera responsabilidade pessoal do sócio-gerente. Outro ponto importante: se a empresa some do endereço e não comunica a alteração ao Fisco, pode surgir a presunção de dissolução irregular, e isso permite redirecionar a cobrança para os administradores responsáveis. Por isso, em hipóteses como as das alternativas B e C, a responsabilização pessoal pode acontecer. A alternativa D também acerta ao dizer que a empresa é a contribuinte principal e os sócios podem, dentro das hipóteses legais, figurar como responsáveis. Logo, a incorreta é a letra A, porque ela trata o simples inadimplemento como se fosse suficiente para colocar os sócios como contribuintes junto com a empresa. E não é. No Direito Tributário, a vida não é tão fácil assim para o Fisco: ele precisa enquadrar a hipótese legal certa.

Perguntas frequentes

Este quiz de Administração tributária é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Administração tributária são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, selecionadas do acervo do furafila.

Como treinar mais questões de Administração tributária?

Crie sua conta grátis no furafila e pratique milhares de questões com XP, ranking, batalhas e microaula em cada erro.

Continue estudando

Estuda pra Legislativo, Tribunais de Contas ou carreiras jurídicas? Conheça a mentoria individual do Allan Duarte.