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Questões de Administração Financeira e Orçamentária (AFO) FGV: comentadas e grátis

Pratique questões de Administração Financeira e Orçamentária (AFO) da banca FGV, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é um instrumento de planejamento que subsidia a elaboração do orçamento anual e também o controle da gestão fiscal. Um dos conteúdos que podem ser consultados na LDO dos Estados e da União é:

  • A)critérios para alocação de recursos com vistas a reduzir desigualdades inter-regionais.
  • B)fonte de custeio dos programas de duração continuada;
  • C)indicação de fontes de recursos para redução da dívida pública mobiliária ou contratual;
  • D)limites para elaboração da proposta orçamentária do Poder Judiciário;
  • E)limites para execução mensal de desembolso.
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Resposta correta: D

A LDO funciona como uma ponte entre o PPA e a LOA: ela não executa o gasto, mas organiza o caminho, define prioridades e ajuda a controlar a gestão fiscal. Por isso, o conteúdo da LDO não é restrito a metas genéricas; ela também pode trazer regras que servem de base para a montagem do orçamento dos Poderes. Na Constituição, especialmente no art. 165, a LDO aparece como o instrumento que orienta a lei orçamentária anual. Já para o Poder Judiciário, há uma regra bem específica no art. 99, §1º: os tribunais elaboram suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na LDO. Ou seja, a própria Constituição manda a LDO fixar esses limites. É por isso que a alternativa D está correta. A banca quer que você reconheça que a LDO pode estabelecer limites para a elaboração da proposta orçamentária do Poder Judiciário, algo que é diretamente previsto no texto constitucional. As demais alternativas misturam temas de outros instrumentos ou trazem ideias que não são conteúdo típico da LDO. Em prova, a FGV adora esse jogo de encaixe: ela pega um pedaço verdadeiro de finanças públicas e coloca no documento errado, só para ver se você escorrega.

Questão 2

De acordo com a Lei Complementar nº 101/00, assinale a opção que deve ser contabilizada como Outras Despesas de Pessoal.

  • A)Os proventos da aposentadoria.
  • B)Os proventos de gratificações e horas extras.
  • C)Os encargos sociais e contribuições recolhidas.
  • D)O salário dos funcionários inativos e pensionistas.
  • E)O pagamento da mão de obra terceirizada para substituição de servidores e empregados públicos.
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Resposta correta: E

A Lei de Responsabilidade Fiscal trata a despesa com pessoal de forma bem ampla, porque o foco dela é evitar que a folha de pagamento vire um monstro engolindo o orçamento. No art. 18, a lei diz que a despesa total com pessoal envolve ativos, inativos, pensionistas e, ainda, outras despesas de pessoal. O pulo do gato aqui está no parágrafo 1º do art. 18: entram como "outras despesas de pessoal" os gastos com contratação de mão de obra terceirizada quando essa mão de obra substitui servidores e empregados públicos. Ou seja, se a terceirização está sendo usada para fazer o papel de quem seria servidor, a despesa não some da conta só porque foi terceirizada. A LRF olha para a substância da despesa, não para o rótulo. Por isso, a alternativa E está correta: pagamento de mão de obra terceirizada para substituição de servidores e empregados públicos deve ser contabilizado como outras despesas de pessoal. Isso evita maquiagem fiscal e impede que a Administração troque folha própria por terceirização só para driblar os limites da LRF. Em provas, guarde a ideia central: terceirização que substitui mão de obra típica da estrutura pública entra na conta de pessoal. A banca adora testar exatamente essa troca de nome para ver se você percebe que a despesa continua sendo, na prática, despesa com pessoal.

Questão 3

De acordo com a Lei Complementar nº 101/2000, quando a dívida consolidada de um ente da Federação ultrapassa o seu limite ao final de um quadrimestre, deverá ser a ele reconduzida até o término dos três subsequentes, reduzindo o excedente em pelo menos 25% no primeiro. Enquanto perdurar o excesso, o ente estará proibido de realizar operação de crédito interna ou externa. No entanto, ele poderá realizar

  • A)antecipação de receitas.
  • B)pagamento de dívidas mobiliárias
  • C)pagamento de dívidas com pessoal.
  • D)recebimento de transferências voluntárias da União.
  • E)recebimento de transferências voluntárias de pessoas físicas.
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Resposta correta: B

A Lei de Responsabilidade Fiscal trata a dívida consolidada com bastante rigidez: se o ente ultrapassa o limite ao final do quadrimestre, ele deve voltar ao limite até o fim dos três quadrimestres seguintes, reduzindo pelo menos 25% do excesso no primeiro. A lógica é simples: passou do ponto, o caixa público entra em modo de contenção, sem espaço para novas aventuras financeiras. Enquanto durar o excesso, o ente fica proibido de realizar operação de crédito interna ou externa. A regra está no art. 31 da LC nº 101/2000, que busca evitar que o problema da dívida seja empurrado para frente com mais endividamento. Mas a própria lei abre uma exceção importante: é admitido o refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária. Em outras palavras, o ente pode tratar o estoque da dívida mobiliária para reorganizar o passivo, sem criar nova dívida líquida como forma de escapar do ajuste. Por isso, a alternativa B é a correta. As demais opções tentam confundir com proibições ou com hipóteses que não estão entre as exceções legais. Em prova da FGV, vale guardar a ideia-chave: excesso de dívida consolidada bloqueia operação de crédito, mas não impede o refinanciamento do principal da dívida mobiliária.

Questão 4

Na execução do orçamento público, as receitas e as despesas são processadas em estágios. Suponha que em um dado exercício financeiro uma despesa tenha registrado apenas o comprometimento do crédito orçamentário, sem cumprir os demais estágios. Ao final do exercício, essa despesa:

  • A)deverá ser cancelada;
  • B)será inscrita em restos a pagar processados;
  • C)será classificada como despesa em liquidação;
  • D)será transferida para o próximo exercício financeiro;
  • E)poderá ser inscrita em restos a pagar não processados.
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Resposta correta: E

Na execução da despesa pública, a sequência clássica é empenho, liquidação e pagamento. O empenho é o momento em que a Administração reserva o crédito orçamentário para uma despesa específica. Ou seja, o dinheiro ainda não saiu do caixa, mas já ficou “separado” para aquele gasto. Se, ao final do exercício, a despesa ficou só no empenho, sem passar pela liquidação, ela não é resto a pagar processado. Processado é o que já foi liquidado e ainda não pago. Aqui, como só houve o compromisso do crédito, falta justamente a etapa da liquidação. Por isso, a regra do art. 36 da Lei 4.320/1964 encaixa perfeitamente: restos a pagar são as despesas empenhadas e não pagas até 31 de dezembro, distinguindo-se em processados e não processados. Quando a despesa foi apenas empenhada, ela pode ser inscrita em restos a pagar não processados, desde que atendidos os requisitos legais e a disponibilidade do empenho. Em linguagem de prova: empenhou e não liquidou até o fim do exercício? O caminho natural é restos a pagar não processados. A FGV adora essa troca de etapas para ver se você confunde empenho com liquidação. Spoiler do bem: aqui o orçamento ainda está “reservado”, não “realizado”.

Questão 5

O acompanhamento das metas de arrecadação disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) com o intuito de promover, se necessário, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias:

  • A)deverá ser realizado bimestralmente;
  • B)deverá ser realizado quadrimestralmente;
  • C)é de competência do chefe do Poder Executivo;
  • D)deverá ser realizado pelo respectivo tribunal de contas;
  • E)se aplica a todas as despesas autorizadas no orçamento.
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Resposta correta: A

A LRF trata o acompanhamento da arrecadação como um instrumento de controle fino do caixa público. A lógica é simples: se a receita prevista não estiver entrando no ritmo esperado, o governo precisa reagir rápido para não gastar como se estivesse tudo perfeito. É por isso que a lei manda fazer esse acompanhamento em períodos curtos, e não só de tempos em tempos mais longos. O fundamento está no art. 9º da LC nº 101/2000. Ele determina que, ao final de cada bimestre, verificado que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, a limitação de empenho e de movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela LDO. Perceba o detalhe que a banca adora: não é quadrimestre, não é semestre e não é algo reservado só ao Executivo. A aferição é bimestral, justamente para dar velocidade à correção de rumo. Em finanças públicas, esperar demais costuma virar problema no fim do ano - e a LRF foi feita exatamente para evitar esse susto. Então, a alternativa correta é a letra A, porque o acompanhamento das metas de arrecadação para fins de contingenciamento deve ser realizado bimestralmente, com base no art. 9º da LRF.

Questão 6

No início do mês de abril de um dado exercício financeiro, um servidor membro da equipe responsável pelo controle da execução orçamentária em um ente público, após a elaboração do balanço patrimonial do exercício anterior, estava avaliando o montante do superávit financeiro apurado. O objetivo era identificar recursos para abertura de créditos adicionais. O servidor deve ficar atento para considerar na apuração desse montante:

  • A)a importância das dotações orçamentárias anuladas;
  • B)a importância dos créditos extraordinários abertos no exercício;
  • C)o excesso de arrecadação, de forma aditiva;
  • D)os créditos adicionais especiais abertos no exercício;
  • E)o saldo dos créditos adicionais transferidos.
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Resposta correta: E

Para abrir crédito adicional usando superávit financeiro, voce precisa olhar para o que realmente sobrou no patrimônio financeiro ao fim do exercício anterior. A Lei 4.320/1964, no art. 43, diz que o superávit financeiro é a diferença positiva entre o ativo financeiro e o passivo financeiro, apurada no balanço patrimonial do exercício anterior. Na prática, isso não é só pegar uma conta solta e sair comemorando. É preciso fazer os ajustes corretos, porque alguns valores já estavam “comprometidos” por créditos que vieram de transferências anteriores. Por isso, o saldo dos créditos adicionais transferidos entra na análise, pois ele interfere no montante efetivamente disponível para novo crédito. É justamente aí que a banca costuma testar se voce distingue sobra financeira de autorização orçamentária. Dotação anulada, crédito extraordinário, excesso de arrecadação e crédito especial são ideias próximas, mas não servem como base de apuração do superávit financeiro. Cada uma pertence a uma lógica diferente. Então, o gabarito é a letra E porque, ao apurar o superávit financeiro para fins de abertura de créditos adicionais, deve-se considerar o saldo dos créditos adicionais transferidos. É a pegadinha clássica: a banca mistura fontes de recursos com tipos de crédito e faz parecer que tudo é a mesma coisa.

Questão 7

Suponha que o orçamento de um ente para um dado exercício financeiro foi aprovado no montante de R$ 50 milhões. Durante a execução orçamentária, houve 5% de frustração na arrecadação, 90% dos créditos iniciais foram empenhados, não foram abertos créditos adicionais, foram liquidadas despesas no montante de R$ 38 milhões e os pagamentos atingiram R$ 35 milhões. Considerando apenas as informações fornecidas, o valor das despesas empenhadas cujo direito do credor ainda NÃO foi verificado representa:

  • A)R$ 2,5 milhões;
  • B)R$ 3 milhões;
  • C)R$ 5 milhões;
  • D)R$ 7 milhões;
  • E)R$ 10 milhões.
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Resposta correta: D

Na despesa pública, o caminho clássico é: empenho, liquidação e pagamento. O empenho é a reserva da dotação, a liquidação é a fase em que a Administração confere se o credor cumpriu o que prometeu, e o pagamento fecha a conta. Em prova, uma forma rápida de pensar é: se foi empenhado, mas ainda não foi liquidado, o direito do credor ainda não foi verificado. Aqui, o orçamento aprovado foi de R$ 50 milhões e 90% dos créditos iniciais foram empenhados. Então, o total empenhado foi de R$ 45 milhões. Como foram liquidadas despesas de R$ 38 milhões, a diferença entre empenhado e liquidado é de R$ 7 milhões. Esse valor representa exatamente as despesas empenhadas cujo direito do credor ainda não foi verificado. Em outras palavras: empenhou, mas ainda não liquidou? Então ainda falta a comprovação do direito ao recebimento. A frustração de arrecadação e os pagamentos informados não mudam esse cálculo específico. Por isso, o gabarito é a letra D. O raciocínio está alinhado com a Lei 4.320/1964, que trata do estágio da liquidação como verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito.

Questão 8

Considere um programa governamental na área de transporte urbano em que uma das ações prevê a construção de trecho para circulação de veículo leve sobre trilho (VLT) para promover integração de pontos da região central de uma cidade. Sob a perspectiva da classificação programática da despesa pública, essa ação deve ser classificada como:

  • A)projeto;
  • B)atividade;
  • C)investimento;
  • D)aplicação direta;
  • E)operação especial.
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Resposta correta: A

Na classificação programática da despesa, o foco não é só no dinheiro gasto, mas no que o governo quer entregar. A lógica é simples: se a ação tem começo e fim definidos e gera um produto novo ou a ampliação de algo existente, estamos diante de um projeto. Se a ação é contínua, repetitiva, de manutenção do dia a dia, aí costuma ser atividade. No caso da construção de um trecho para circulação de VLT, há uma entrega bem objetiva: uma obra/trecho novo de infraestrutura para integrar pontos da cidade. Isso é típico de projeto, porque cria ou expande a ação governamental. O Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público e a classificação programática do orçamento tratam projeto como uma operação limitada no tempo, voltada à obtenção de um produto final, ao passo que atividade é algo permanente e recorrente. Perceba a pegadinha: "construção" costuma acionar o reflexo de investimento, mas investimento é outra visão da despesa, pela natureza econômica. Aqui a pergunta pede a classificação programática, então o que manda é a estrutura da ação no programa, não a natureza do gasto. Por isso, o gabarito é projeto. Em prova, pense assim: obra nova, ampliação, implantação, prazo definido, resultado mensurável. Isso costuma cair como projeto sem muita cerimônia.

Questão 9

A receita pública pode ser classificada como corrente e de capital. Nesse sentido, assinale a opção que indica somente receitas de capital.

  • A)Receita tributária e receita de serviços.
  • B)Alienação de bens e receita patrimonial.
  • C)Receita industrial e receita de contribuições.
  • D)Receita agropecuária e outras receitas operacionais
  • E)Amortização de empréstimos e operações de crédito.
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Resposta correta: E

Na classificação orçamentária da Lei 4.320/1964, a receita pública pode ser corrente ou de capital. As receitas correntes são aquelas que mantêm a máquina pública funcionando, como tributos, contribuições, patrimonial, agropecuária, industrial, de serviços e outras receitas correntes. Já as receitas de capital entram, em regra, para financiar investimentos, amortizar dívida ou movimentar o patrimônio financeiro do Estado. O ponto da questão é simples: você precisa identificar apenas itens da lista de receitas de capital. Pela lei, entram aqui, entre outras, operações de crédito, alienação de bens, amortização de empréstimos, transferências de capital e outras receitas de capital. Ou seja, não é qualquer entrada de dinheiro que vira receita de capital - o nome já dá a pista de que ela tem relação com financiamento, endividamento e patrimônio. A letra E está correta porque traz exatamente duas receitas de capital: amortização de empréstimos e operações de crédito. Amortização de empréstimos é a devolução de valores emprestados pelo poder público, e operações de crédito são os recursos obtidos por endividamento. Ambas aparecem expressamente no art. 11, parágrafo 2º, da Lei 4.320/1964 como receitas de capital. Na prova, a banca gosta de misturar nomes parecidos para ver se você separa o que é corrente do que é capital sem hesitar. Aqui, o segredo é lembrar da lista clássica da lei e não cair no encanto das receitas que têm cara de dinheiro novo, mas continuam sendo correntes.

Questão 10

Ao longo da execução orçamentária, variações na expectativa de realização de receitas podem indicar que as metas de resultado primário ou nominal não serão cumpridas. Esse cenário exige pronta resposta dos responsáveis pelos poderes, que podem promover limitação de empenho e movimentação financeira. Dois instrumentos usados para fazer esse acompanhamento são:

  • A)cronograma de execução mensal de desembolso e balanço financeiro;
  • B)cronograma de execução mensal de desembolso e anexo de metas fiscais;
  • C)decreto de programação financeira e anexo de riscos fiscais;
  • D)decreto de programação financeira e balanço orçamentário;
  • E)decreto de programação financeira e relatório de gestão fiscal.
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Resposta correta: D

Na execução do orçamento, o governo não pode agir no escuro. Ele precisa acompanhar se a receita está entrando como previsto, porque, se a arrecadação frustrar, a meta de resultado primário ou nominal pode ficar ameaçada. Quando isso acontece, a LRF manda apertar o cinto com limitação de empenho e movimentação financeira, para evitar que o orçamento vire uma lista de boas intenções. Esse monitoramento aparece em instrumentos de gestão e de controle da execução. Um deles é o decreto de programação financeira, que organiza a liberação de recursos e o ritmo da despesa ao longo do exercício. O outro, no acompanhamento do comportamento da receita e da despesa, é o balanço orçamentário, que mostra o confronto entre receitas previstas e realizadas e entre despesas fixadas e empenhadas, permitindo enxergar cedo se a arrecadação está ficando para trás. Por isso o gabarito é a letra D. A ideia central da questão é: se a receita começa a sinalizar problema, você precisa de um instrumento que organize a execução financeira e de outro que mostre, com clareza, o resultado da execução orçamentária. O balanço orçamentário cumpre bem esse papel de termômetro, e o decreto de programação financeira é a peça de comando da execução. Base legal útil: a Lei Complementar 101/2000, especialmente os arts. 8 e 9, trata da programação financeira, da limitação de empenho e da avaliação bimestral do comportamento da receita. Em provas, a FGV gosta de misturar nomes parecidos para ver se você reconhece o instrumento certo sem tropeçar no vocabulário.

Perguntas frequentes

Este quiz de Administração Financeira e Orçamentária (AFO) FGV é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Administração Financeira e Orçamentária (AFO) FGV são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca FGV, selecionadas do acervo do furafila.

Como treinar mais questões de Administração Financeira e Orçamentária (AFO) FGV?

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A FGV é uma banca difícil?

É considerada uma das mais exigentes pela combinação de enunciados longos, foco em interpretação e pegadinhas finas. A dificuldade está menos no conteúdo cru e mais na leitura atenta e na resistência ao longo de uma prova extensa.

Como são as questões da FGV?

Em geral múltipla escolha com cinco alternativas, em forma de caso prático, com textos longos e alternativas igualmente detalhadas. Muitas cobram inferência, ou seja, informação implícita que exige raciocínio. Vários concursos têm também fase discursiva com limite de linhas.

Qual a melhor forma de estudar pra banca FGV?

Resolver muitas questões da própria FGV, cronometrando, lendo o enunciado inteiro antes das alternativas e revisando os erros por causa (interpretação, pegadinha ou conteúdo). O treino precisa imitar o formato real da prova.

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