A remoção de sujidades das vidrarias e equipamentos acontece através da técnica da limpeza. O laboratório deve elaborar o seu protocolo padrão de limpeza destes materiais, orientando o tipo de água a ser utilizada e/ou produtos de limpeza apropriados. Referente ao tema discutido acima, assinale a alternativa CORRETA:
- A)Inicialmente a limpeza da vidraria deve ser feita com álcool 70%, para eliminar quaisquer contaminações microbiológicas.
Errada, porque álcool 70% não é etapa inicial de limpeza de vidrarias, já que sua função principal é desinfecção e não remoção de sujidades.
- B)Não é necessário enxágue final com água destilada após a limpeza de béqueres e provetas, visto que o detergente usado na limpeza não fica aderido em suas paredes.
Errada, porque o enxágue final é necessário para remover resíduos de detergente que podem permanecer aderidos e interferir nas análises.
- C)Os equipamentos não precisam de limpeza, pois passarão por desinfecção direta.
Errada, porque equipamentos também precisam de limpeza antes de desinfecção ou uso, e pular essa etapa aumenta o risco de falhas e contaminação.
- D)Não é recomendada a limpeza do banho-maria com álcool 70%, e sim com água potável e sabão neutro.
Certa, porque o banho-maria deve ser limpo com água potável e sabão neutro, e não com álcool 70%, respeitando a rotina adequada de higienização do equipamento.
- E)As lentes objetivas e oculares do microscópio devem ser limpas com água destilada e sabão neutro.
Errada, porque lentes de microscópio exigem limpeza específica e delicada, normalmente com materiais e soluções apropriados, não com água destilada e sabão neutro.
Gabarito: D
A limpeza de vidrarias e equipamentos em laboratório não é um detalhe decorativo, é etapa essencial para retirar sujidades, resíduos de reagentes e material orgânico antes de qualquer outro procedimento. Em geral, a rotina correta começa com água e detergente apropriado, seguida de enxágue bem feito, porque o que fica grudado ou escondido nas paredes do material pode interferir na análise e até contaminar amostras futuras. Aqui vale uma ideia simples: álcool 70% é ótimo para desinfecção de superfícies compatíveis, mas não substitui a limpeza de rotina de muitos equipamentos. Cada material tem seu protocolo, e o laboratório deve padronizar isso no POP, escolhendo água potável, água destilada, detergente neutro e outros insumos conforme o tipo de peça e o risco de contaminação. O gabarito é a letra D porque o banho-maria, em regra, não deve ser limpo com álcool 70%. Como ele é um equipamento que costuma ter contato com água e áreas internas que exigem remoção de sujidade, a orientação mais adequada é limpeza com água potável e sabão neutro, seguindo depois as etapas de enxágue e secagem previstas no protocolo do laboratório. Isso evita resíduos e preserva o equipamento. Já as demais alternativas caem em erros clássicos de prova: confundir limpeza com desinfecção, dispensar enxágue final como se detergente sumisse por mágica, ou usar água e sabão em partes delicadas do microscópio sem critério. Em técnicas de laboratório, cada material pede cuidado próprio, porque limpeza mal feita costuma cobrar a conta na qualidade do exame.