Em relação à segurança em ambiente laboratorial, é incorreto afirmar que:
- A)O uso regular de luvas e de outros equipamentos de proteção individual prescinde a correta lavagem das mãos entre a realização de etapas ou procedimentos distintos.
Errada, porque o uso de luvas e EPIs não substitui a lavagem das mãos entre procedimentos, que continua obrigatória como medida de biossegurança.
- B)Não se deve introduzir a cabeça dentro de uma capela de exaustão.
Certa, pois a cabeça não deve ser introduzida na capela de exaustão para evitar exposição a vapores e aerossóis perigosos.
- C)Ao trabalhar com chama, deve-se evitar fazê-lo próximo a solventes e a equipamentos que possam gerar faíscas.
Certa, já que chama próxima de solventes e fontes de faísca aumenta muito o risco de incêndio ou explosão.
- D)Deve-se evitar adicionar água diretamente sobre ácidos e bases.
Certa, porque a diluição de ácidos e bases deve ser feita com cuidado, evitando adicionar água diretamente sobre essas substâncias.
- E)Os produtos químicos e frascos com soluções e reagentes devem ser adequadamente identificados, com a indicação do produto, condições de armazenamento, prazo de validade e toxidade do produto.
Certa, pois frascos e produtos químicos precisam estar bem identificados para garantir uso seguro, armazenamento adequado e controle de validade e risco.
Gabarito: A
Em biossegurança laboratorial, a regra de ouro é simples: proteção individual ajuda muito, mas não substitui higiene e técnica correta. Luvas, jalecos, óculos e outros EPIs reduzem o risco de exposição, porém as mãos continuam sendo uma via importante de contaminação, tanto para o profissional quanto para o ambiente de trabalho. Por isso, mesmo usando luvas, você não pode “aposentar” a lavagem das mãos. A higienização deve ser feita entre procedimentos, após retirar as luvas e sempre que houver risco de contaminação. Essa lógica aparece nas boas práticas laboratoriais e também nas normas de biossegurança em saúde, que tratam a higiene das mãos como medida básica e indispensável. A alternativa incorreta é a que diz que o uso regular de luvas e outros EPIs dispensa a lavagem correta das mãos entre etapas ou procedimentos distintos. Não dispensa, não alivia e nem dá folga: EPI é complemento, não substituto da higiene. As demais alternativas refletem cuidados clássicos de segurança: não colocar a cabeça dentro da capela, evitar chama perto de solventes, não despejar água diretamente em ácidos e bases e identificar corretamente os produtos químicos. Tudo isso faz parte das boas práticas para evitar intoxicações, incêndios, reações violentas e acidentes simples, porém perigosos.