Assinale a afirmativa correta em relação à segregação, acondicionamento e identificação dos Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) no laboratório clínico.
- A)Os RSS que não apresentam risco biológico ou químico não podem ser encaminhados para reciclagem. Eles sempre devem ser também tratados como material contaminado, autoclavados e incinerados no próprio laboratório.
Errada, porque resíduos sem risco biológico ou químico podem ter destinação comum ou reciclagem, sem tratamento como contaminados.
- B)Os RSS líquidos podem ser acondicionados em recipientes PET (polietileno tereftalato) utilizados para acondicionamento de refrigerantes.
Errada, porque RSS líquidos exigem recipiente compatível e seguro, e PET de refrigerante não é acondicionamento apropriado para esse fim.
- C)O transporte interno dos RSS no laboratório clínico deve ser realizado somente aos finais de semana sem a necessidade de identificação do coletador.
Errada, porque o transporte interno deve seguir rotina e segurança contínuas, com identificação e procedimentos definidos, não apenas no fim de semana.
- D)Os meios de cultura e os instrumentais utilizados para transferência, inoculação ou mistura de culturas podem ser descartados sem necessidade de tratamento.
Errada, porque meios de cultura e materiais usados em manipulação de culturas geralmente exigem tratamento antes do descarte, por risco biológico.
- E)Os materiais perfurocortantes devem ser descartados em recipientes identificados, rígidos, providos com tampa, resistentes à punctura, ruptura e vazamento.
Certa, porque perfurocortantes devem ser descartados em recipientes rígidos, identificados, resistentes à punctura, ruptura e vazamento.
Gabarito: E
No gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS), a lógica é simples: separar certo na origem evita risco, custo e dor de cabeça depois. No laboratório clínico, a segregação, o acondicionamento e a identificação precisam seguir as regras da RDC ANVISA nº 222/2018, que organiza como cada tipo de resíduo deve ser manejado desde o momento em que é gerado. A ideia central é que nem todo resíduo do laboratório é automaticamente “lixo perigoso”. O que não apresenta risco biológico, químico ou radiológico pode seguir para a coleta comum ou reciclagem, conforme a classificação e a rotina do serviço. Já os resíduos com risco precisam ser acondicionados em recipientes compatíveis, com identificação adequada e, quando necessário, tratamento prévio. É aqui que entram os perfurocortantes: agulhas, lâminas, lancetas e outros materiais capazes de cortar ou perfurar não podem ser jogados em qualquer saco. Eles devem ir para recipientes rígidos, resistentes à punctura, ruptura e vazamento, com tampa e identificação, justamente para evitar acidentes com a equipe de limpeza, coleta e descarte. Esse é o tipo de detalhe que a banca adora cobrar. Por isso a alternativa E está correta. Ela reproduz a regra básica do manejo de perfurocortantes prevista na RDC ANVISA nº 222/2018 e compatível com a prática segura em laboratório. Em prova, quando aparecer perfurocortante, pense sempre em recipiente rígido, fechado, identificado e resistente. Sem improviso, sem “caixinha qualquer”, sem heroísmo de filme.