Assinale a afirmativa correta em relação às técnicas laboratoriais para a detecção de doenças infecciosas.
- A)As técnicas enzimáticas para detecção de doenças infecciosas, como por exemplo EIE (Ensaio Imunoenzimático) e ELISA (Ensaio Imunoadsorvente Ligado à Enzima), são técnicas para a detecção de antígenos de várias origens sendo a reação revelada por ação e uma enzima.
Correta, porque ELISA/EIE são técnicas imunoenzimáticas usadas para detectar antígenos ou anticorpos, com revelação do resultado por ação de uma enzima.
- B)Não existem equipamentos completamente automatizados para a realização de exames por técnicas enzimáticas visando a detecção de doenças infecciosas. Assim, esses métodos não são utilizados no laboratório clínico.
Errada, porque existem sim equipamentos automatizados para ensaios enzimáticos e esses métodos são amplamente usados no laboratório clínico.
- C)As técnicas de imunofluorescência direta ou indireta não são adequadas para detecção de agentes infecciosos.
Errada, porque a imunofluorescência direta ou indireta é justamente uma técnica útil para detectar agentes infecciosos ou seus antígenos.
- D)As técnicas imunocromatográficas fornecem os resultados somente após 72 horas e apresentam elevada sensibilidade.
Errada, porque testes imunocromatográficos costumam fornecer resultado rápido, em minutos, e não após 72 horas.
- E)As técnicas baseadas no conceito Point-of-Care (PoCT) para detecção de doenças infecciosas apresentam elevada frequência de resultados falso positivos e não devem ser utilizadas em crianças com suspeitas de infecção.
Errada, porque métodos Point-of-Care são usados na prática para triagem e diagnóstico rápido, inclusive em pediatria, sem essa regra de alta taxa de falso positivo.
Gabarito: A
Na microbiologia clínica, a detecção de doenças infecciosas pode ser feita por diferentes métodos, e cada um tem sua “personalidade”: uns procuram antígeno, outros anticorpo e outros até material genético. Entre os testes mais clássicos estão os imunoenzimáticos, como ELISA e EIE, que usam uma reação antígeno-anticorpo e uma enzima para gerar o sinal de leitura, geralmente por mudança de cor. É exatamente por isso que eles são tão úteis no laboratório: permitem triagem e confirmação de várias infecções com boa padronização e possibilidade de automação. O ponto central da alternativa correta é simples: as técnicas enzimáticas podem detectar antígenos de diferentes origens, e o resultado aparece porque uma enzima atua no sistema revelador. Em outras palavras, não é “mágica”, é imunologia com um bom truque de cor. Esse princípio é amplamente aceito na rotina laboratorial e está na base dos ensaios imunoenzimáticos usados em microbiologia, sorologia e diagnóstico rápido. As demais alternativas erram ao negar usos consagrados ou ao exagerar limitações e tempos de resposta. Imunofluorescência, testes imunocromatográficos e plataformas de Point-of-Care são, sim, empregados na detecção de agentes infecciosos, com vantagens práticas como rapidez e aplicabilidade na rotina. Já a automação em ensaios enzimáticos existe há bastante tempo, inclusive em laboratórios clínicos de maior porte. Então, guarde a ideia: na detecção de infecções, o laboratório escolhe o método conforme o alvo e a urgência do caso. ELISA/EIE são exemplos clássicos de técnicas imunoenzimáticas e a alternativa A descreve corretamente esse princípio.