Assinale a opção que indica a coloração capaz de identificar a presença de bacilos álcool-ácido resistentes.
- A)Giemsa.
Giemsa é mais usada em parasitologia e hematologia, não para identificar bacilos álcool-ácido resistentes.
- B)Ziehl-Neelsen.
Ziehl-Neelsen é a coloração clássica para detectar bacilos álcool-ácido resistentes, como as micobactérias.
- C)Tinta nanquim.
Tinta nanquim é útil principalmente para evidenciar cápsulas, como em Cryptococcus, e não BAAR.
- D)Leishman.
Leishman é uma coloração de rotina para esfregaços sanguíneos e parasitas, não para bacilos álcool-ácido resistentes.
- E)PAS.
PAS evidencia carboidratos e estruturas ricas em polissacarídeos, sendo muito usada em fungos, não em BAAR.
Gabarito: B
Quando a prova fala em bacilos álcool-ácido resistentes, ela está pensando principalmente em micobactérias, como o Mycobacterium tuberculosis. Essas bactérias têm uma parede celular rica em lipídios, especialmente ácidos micólicos, o que faz com que elas “segurem” o corante mesmo depois da tentativa de descoramento com álcool e ácido. Parece teimosia bacteriana, e é exatamente isso que a técnica explora. A coloração clássica para identificar esse perfil é a Ziehl-Neelsen. Nela, o corante principal penetra com ajuda do aquecimento e, depois, o material é submetido à descoloração com ácido-álcool. Se a bactéria for álcool-ácido resistente, ela permanece corada, o que permite sua visualização ao microscópio. Em outras palavras: ela não se rende fácil ao descorante. Por isso o gabarito é a letra B. Essa é a técnica tradicional e mais cobrada em concurso para pesquisa de BAAR (bacilos álcool-ácido resistentes). Em alguns contextos, também existem variantes como a coloração de Kinyoun e a fluorescente com auramina, mas, na forma clássica da questão, a resposta é Ziehl-Neelsen. As demais alternativas são colorações usadas para outras finalidades: Giemsa e Leishman para parasitologia e hematologia, tinta nanquim para visualização de cápsulas, e PAS para carboidratos e fungos. Ou seja, cada uma faz seu trabalho, mas não é ela que denuncia o BAAR.