Assinale a afirmativa correta em relação às práticas recomendadas para a segregação de resíduos descritas nos Cadernos de Processos e Práticas de Hotelaria Hospitalar - 2ª edição da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) em conformidade com a Portaria-SEI nº 142, de 09 de agosto de 2019.
- A)O profissional do hospital deve depositar o resíduo do grupo A (potencialmente infectante) em lixeira comum juntamente com papéis para reciclagem.
Errada, porque o resíduo do grupo A, potencialmente infectante, não deve ser misturado com papel para reciclagem nem descartado em lixeira comum.
- B)As lixeiras de resíduos do grupo D (comum) devem estar localizadas em ambiente isolado juntamente com os resíduos potencialmente infectantes e esterilizados com álcool 70%.
Errada, porque resíduos do grupo D não devem ficar em ambiente isolado com resíduos infectantes, e a desinfecção por álcool 70% não é a prática de segregação prevista.
- C)O profissional do hospital deve transportar o resíduo do grupo A (potencialmente infectante) em sacos de lixo comum de cor preto e depositar na lixeira dos resíduos comum com hipoclorito para esterilização.
Errada, porque resíduo do grupo A não pode ser acondicionado em saco preto de lixo comum nem depositado junto com resíduos comuns para esterilização com hipoclorito.
- D)Os resíduos do grupo E (perfurocortantes) podem ser depositados em frasco plástico reciclável de refrigerante.
Errada, porque resíduos perfurocortantes do grupo E exigem recipiente rígido, resistente à punctura e devidamente identificado, não frasco plástico reciclável de refrigerante.
- E)Recomenda-se que as lixeiras do hospital sejam padronizadas, identificadas conforme o tipo de resíduo e com outros recursos visuais que facilitem a correta segregação, como a padronização de cores e símbolos.
Certa, porque a segregação deve ser padronizada e identificada por tipo de resíduo, com cores e símbolos que facilitem o descarte correto.
Gabarito: E
Na segregação de resíduos de serviços de saúde, a regra de ouro é simples: cada resíduo vai para o lugar certo, no momento certo e com identificação clara. Isso evita acidentes, reduz custo e impede que material comum seja tratado como perigoso ou que resíduo infectante seja descartado de forma relaxada. A lógica da questão é justamente essa: a segregação deve ser padronizada e fácil de reconhecer por quem trabalha no hospital. Por isso, a afirmativa correta é a que recomenda lixeiras padronizadas, identificadas conforme o tipo de resíduo e com recursos visuais que facilitem a segregação, como cores e símbolos. Essa orientação está em linha com as normas de gerenciamento de RSS, especialmente a RDC ANVISA nº 222/2018 e a Resolução CONAMA nº 358/2005, que tratam da classificação, segregação e acondicionamento adequados dos resíduos. Na prática, isso significa que você não pode misturar grupo A com lixo comum, nem improvisar recipiente para perfurocortante. A segregação começa na geração do resíduo e depende de sinalização clara, para que a equipe não precise adivinhar nada. Em hospital, improviso costuma virar problema, e problema em resíduo costuma virar acidente.