A técnica utilizada no laboratório clínico para pesquisa de anticorpos antinucleares também conhecida como fator antinúcleo (FAN) é a
- A)lâmina de sangue periférico utilizando corante de Leishman.
Errada: lâmina de sangue periférico com corante de Leishman é usada para avaliação hematológica, não para pesquisa de FAN.
- B)lâmina de sangue total utilizando corante Romanowsky.
Errada: sangue total com corante Romanowsky também é técnica de hematologia e morfologia celular, não de anticorpos antinucleares.
- C)imunofluorescência direta utilizando neutrófilos hipersegmentados.
Errada: a imunofluorescência direta não é a técnica clássica do FAN, e neutrófilos hipersegmentados não são o substrato padrão dessa pesquisa.
- D)imunofluorescência indireta utilizando células HEp-2.
Certa: o FAN é classicamente pesquisado por imunofluorescência indireta usando células HEp-2 como substrato.
- E)quimioluminescência utilizando células mesoteliais.
Errada: quimioluminescência pode aparecer em alguns ensaios automatizados, mas células mesoteliais não são o substrato clássico cobrado para FAN.
Gabarito: D
A pesquisa de anticorpos antinucleares, conhecida como FAN ou ANA, é um exame clássico da imunologia laboratorial e costuma ser feita pela técnica de imunofluorescência indireta. Nessa abordagem, o soro do paciente é colocado sobre um substrato com antígenos nucleares, e depois entra um anticorpo marcador que revela se houve ligação. É um daqueles exames em que a lâmina "acende" quando há anticorpos, o que ajuda bastante na leitura do padrão de fluorescência. O substrato mais usado nesse contexto são as células HEp-2, porque elas têm núcleo grande, boa visualização de antígenos e permitem identificar diferentes padrões de fluorescência, como homogêneo, pontilhado, nucleolar e centrômero. Isso é importante porque o FAN não serve só para dizer se é positivo ou negativo; ele também pode sugerir o tipo de autoimunidade envolvida. O gabarito é a letra D porque descreve exatamente a técnica consagrada no laboratório clínico para FAN: imunofluorescência indireta com células HEp-2. A imunofluorescência direta não é a preferida para essa pesquisa, e as demais alternativas misturam corantes e materiais que são usados em outras rotinas, não no teste clássico de anticorpos antinucleares. Em prova, guarde esta ideia: FAN = IFDI com HEp-2. Se aparecer outra técnica muito moderna, como quimioluminescência, pode até existir em algumas plataformas, mas a referência clássica cobrada em concurso costuma ser a imunofluorescência indireta.