Segundo as classificações de risco dos agentes biológicos fornecidas pelo Ministério da Saúde, por meio da Portaria nº 1608/2007, a característica típica de um agente biológico de Classe de Risco 3, é:
- A)não causar doença em humanos ou animais.
Errada, porque descreve um agente da Classe de Risco 1, que não causa doença em humanos ou animais.
- B)representar baixo risco individual e coletivo, sem ausência de medidas terapêuticas eficazes.
Errada, pois fala em baixo risco individual e coletivo, característica que não corresponde à Classe 3, mas a níveis mais baixos de risco.
- C)apresentar transmissão por via respiratória, com alto potencial de patologias letais, para as quais já possui medidas profiláticas e terapêuticas.
Certa, porque indica transmissão respiratória, possibilidade de doença grave e existência de medidas profiláticas e terapêuticas, que é a lógica da Classe de Risco 3.
- D)ter alta periculosidade, sem medidas terapêuticas ou profiláticas, podendo ser inserido na Classe de Risco 4.
Errada, porque a ausência de medidas terapêuticas ou profiláticas é traço típico da Classe de Risco 4, não da Classe 3.
- E)ser transmitido por vias respiratórias, com baixo risco de patologias letais para as quais não possui tratamento.
Errada, porque mistura transmissão respiratória com baixo risco de letalidade e ausência de tratamento, combinação que não corresponde à Classe 3.
Gabarito: C
A classificação de risco dos agentes biológicos serve para separar o que é apenas um incômodo do que pode virar um problema sério de saúde pública. Na Portaria MS nº 1.608/2007, os agentes da Classe de Risco 3 são aqueles que podem causar doença grave no ser humano ou em animais, oferecem alto risco individual e risco moderado para a coletividade, e podem se disseminar na comunidade. Em geral, exigem contenção rigorosa, porque a história aqui não é brincadeira de laboratório. O ponto-chave é lembrar que a Classe 3 costuma envolver transmissão por via respiratória e pode gerar patologias graves, inclusive potencialmente letais. Mas, diferentemente da Classe 4, normalmente já existem medidas profiláticas e/ou terapêuticas disponíveis, mesmo que nem sempre sejam perfeitas ou facilmente acessíveis. A ideia é: perigo alto, mas não um cenário de total desamparo. Por isso, a alternativa C está correta: ela descreve justamente um agente com transmissão respiratória, alto potencial de causar doença grave e presença de medidas profiláticas e terapêuticas. Esse é o retrato clássico da Classe de Risco 3 na lógica da Portaria 1.608/2007. Para fixar: Classe 1 não causa doença em humanos ou animais; Classe 2 traz risco individual moderado e risco coletivo limitado; Classe 3 eleva bastante a gravidade e o potencial de disseminação; Classe 4 é o nível mais crítico, sem medidas profiláticas ou terapêuticas eficazes. É aquele tipo de tabela que cai muito em prova porque a banca adora trocar um nível pelo outro para ver se você escorrega.