Em relação aos tipos de amostras de sangue utilizadas nos laboratórios de análises clínicas, assinale a afirmativa correta.
- A)O anticoagulante de escolha para as provas bioquímicas é o fluoreto de sódio.
Errada, porque o fluoreto de sódio é usado principalmente para preservar glicose, e não é o anticoagulante de escolha para provas bioquímicas em geral.
- B)Citrato de sódio e heparina são frequentemente utilizados para as provas de coagulação.
Errada, porque o citrato de sódio é o anticoagulante típico das provas de coagulação, enquanto a heparina é mais usada em outras análises plasmáticas.
- C)As dosagens de eletrólitos são preferencialmente realizadas em sangue colhido com EDTA.
Errada, porque o EDTA pode interferir na dosagem de eletrólitos, sobretudo cálcio e magnésio, então não é a amostra preferida.
- D)Soro ou plasma podem ser utilizados para a dosagem de fibrinogênio.
Errada, porque o fibrinogênio é dosado preferencialmente em plasma citratado, e não em soro, que já passou pelo processo de coagulação.
- E)O sangue capilar, obtido por punção digital, não é recomendado para a contagem de plaquetas.
Certa, porque o sangue capilar por punção digital não é a melhor amostra para contagem de plaquetas devido à maior variabilidade e risco de microcoágulos.
Gabarito: E
Na rotina do laboratório, a escolha da amostra de sangue depende muito do exame que vai ser feito. Não é tudo igual: cada teste tem seu “time” preferido, e errar isso pode alterar o resultado ou até inviabilizar a análise. Por isso, conhecer o tubo certo é tão importante quanto saber coletar bem. Para exames de coagulação, o clássico é o citrato de sódio, que preserva os fatores de coagulação de forma adequada. Já para glicose, por exemplo, o fluoreto de sódio entra em cena como inibidor da glicólise, mas ele não é o anticoagulante de escolha para bioquímica em geral. Em eletrólitos, o EDTA costuma ser um vilão, porque pode interferir especialmente com cálcio e magnésio. No caso do fibrinogênio, a amostra usual é plasma citratado, não soro. Soro, aliás, é a parte líquida obtida após a coagulação, então ele não serve bem para medir algo que faz parte do processo de coagulação em si. Aqui a banca testa justamente essa lógica de “qual amostra combina com qual exame”. O gabarito está correto porque o sangue capilar por punção digital não é o material preferido para contagem de plaquetas. Essa contagem exige amostra bem homogênea e controlada, normalmente sangue venoso com anticoagulante, pois o capilar pode apresentar microcoágulos, diluição por fluido tecidual e maior variabilidade, prejudicando a precisão do resultado. Em prova de laboratório, sangue capilar é útil em algumas situações, mas para plaquetas ele costuma ser a opção menos confiável.