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Técnicas em Laboratório · FGV · 2021

Questão comentada de Técnicas em Laboratório

Os métodos parasitológicos diretos são pouco eficientes para o diagnóstico clínico da doença de Chagas na sua fase crônica, devido à baixa parasitemia. Um método mais eficiente de diagnóstico nessa fase da doença, e que é muito utilizado em bancos de sangue, é o

Gabarito: B

Na doença de Chagas, o raciocínio muda conforme a fase da infecção. Na fase aguda, a parasitemia costuma ser maior e os métodos diretos podem até funcionar bem. Já na fase crônica, o número de parasitas no sangue cai bastante, então ficar procurando o Trypanosoma cruzi no microscópio vira quase caça ao tesouro, e não costuma ser a melhor estratégia. Por isso, nessa fase, o diagnóstico é feito principalmente por métodos sorológicos, que pesquisam anticorpos contra o parasita. Entre eles, o ELISA é um dos mais usados por ter boa sensibilidade e por ser muito prático em triagens, inclusive em bancos de sangue. Em outras palavras: quando o parasita some do radar, o sistema imunológico deixa pistas, e o laboratório aproveita essas pistas. Nos bancos de sangue, o objetivo é justamente rastrear doadores com possível infecção, para evitar transmissão transfusional. A triagem sorológica é a escolha clássica nessa situação, porque é mais eficiente do que tentar visualizar o agente diretamente no sangue de alguém com baixa parasitemia. Assim, o gabarito é a alternativa B, ELISA. Ele se destaca como método indireto, muito útil na fase crônica da doença de Chagas e amplamente empregado na triagem sorológica de bolsas de sangue.

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