Apesar da crescente automatização laboratorial, o papel do flebotomista permanece indispensável no processo de coleta de sangue. Nesse processo, o uso adequado do torniquete é essencial para garantir a qualidade do resultado do exame. Durante uma punção venosa no braço, para coleta de sangue de um paciente adulto, recomenda-se que o torniquete seja
- A)aplicado e apertado intensamente, de forma a interromper o fluxo arterial, mas não o fluxo venoso.
Errada: o torniquete não deve interromper o fluxo arterial, apenas comprimir o retorno venoso de forma moderada.
- B)utilizado durante o tempo máximo de um minuto, evitando-se assim a hemoconcentração e alteração nos valores dos analitos.
Certa: o uso por tempo máximo de um minuto reduz hemoconcentração e evita alteração artificial de analitos.
- C)colocado para a escolha da veia a ser puncionada e retirado em seguida, já que seu uso durante a punção aumenta a pressão do sangue e provoca entupimento da agulha.
Errada: o torniquete não é retirado imediatamente após localizar a veia, pois ele auxilia a punção; além disso, sua presença não entope a agulha.
- D)posicionado a uma distância ente 5 a 10cm abaixo do local da punção.
Errada: o torniquete deve ser posicionado acima do local da punção, e não abaixo dele.
- E)mantido apertado durante toda a coleta, sendo retirado e removido apenas ao final do procedimento, após a retirada da agulha do braço do paciente.
Errada: ele não deve permanecer apertado durante toda a coleta, porque isso aumenta o risco de hemoconcentração e altera resultados.
Gabarito: B
O torniquete é um detalhe pequeno, mas que faz diferença grande na coleta de sangue. Ele serve para provocar uma leve congestão venosa e facilitar a visualização da veia, sem exageros, porque pressão excessiva ou tempo prolongado podem alterar o resultado do exame. Em adulto, a orientação prática é mantê-lo por pouco tempo, idealmente até 1 minuto, para evitar hemoconcentração e mudanças artificiais em analitos como proteínas, hemoglobina e alguns eletrólitos. Na flebotomia, o torniquete não deve ficar apertado demais nem ser deixado durante toda a punção sem necessidade. O objetivo é ajudar na escolha da veia e na punção, mas sem transformar a veia em um “cano fechado”. Se o tempo passa, o sangue fica mais concentrado no local, e o exame pode refletir mais a manipulação da coleta do que a condição real do paciente. Por isso, a alternativa B está correta: usar o torniquete por no máximo um minuto ajuda a reduzir a chance de hemoconcentração e de alteração dos valores laboratoriais. Essa conduta é compatível com as boas práticas de flebotomia e com recomendações técnicas de laboratórios e manuais de coleta, que enfatizam o menor tempo possível de garroteamento. Em resumo: torniquete é ferramenta de apoio, não de sufoco. Usou, localizou a veia, puncionou com segurança e, se necessário, liberou no tempo certo. A qualidade do exame agradece.