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Técnicas em Laboratório · FGV · 2021

Questão comentada de Técnicas em Laboratório

Apesar da crescente automatização laboratorial, o papel do flebotomista permanece indispensável no processo de coleta de sangue. Nesse processo, o uso adequado do torniquete é essencial para garantir a qualidade do resultado do exame. Durante uma punção venosa no braço, para coleta de sangue de um paciente adulto, recomenda-se que o torniquete seja

Gabarito: B

O torniquete é um detalhe pequeno, mas que faz diferença grande na coleta de sangue. Ele serve para provocar uma leve congestão venosa e facilitar a visualização da veia, sem exageros, porque pressão excessiva ou tempo prolongado podem alterar o resultado do exame. Em adulto, a orientação prática é mantê-lo por pouco tempo, idealmente até 1 minuto, para evitar hemoconcentração e mudanças artificiais em analitos como proteínas, hemoglobina e alguns eletrólitos. Na flebotomia, o torniquete não deve ficar apertado demais nem ser deixado durante toda a punção sem necessidade. O objetivo é ajudar na escolha da veia e na punção, mas sem transformar a veia em um “cano fechado”. Se o tempo passa, o sangue fica mais concentrado no local, e o exame pode refletir mais a manipulação da coleta do que a condição real do paciente. Por isso, a alternativa B está correta: usar o torniquete por no máximo um minuto ajuda a reduzir a chance de hemoconcentração e de alteração dos valores laboratoriais. Essa conduta é compatível com as boas práticas de flebotomia e com recomendações técnicas de laboratórios e manuais de coleta, que enfatizam o menor tempo possível de garroteamento. Em resumo: torniquete é ferramenta de apoio, não de sufoco. Usou, localizou a veia, puncionou com segurança e, se necessário, liberou no tempo certo. A qualidade do exame agradece.

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