Um técnico observou, ao terminar a inclusão, que os blocos de parafina contendo suas amostras estavam esbranquiçados. Durante a realização dos cortes, ele notou que o tecido estava se soltando da parafina e não aparentava a rigidez convencional. Assinale a opção que indica a possível causa deste problema.
- A)A amostra não foi desidratada corretamente.
Correta: a desidratação inadequada deixa água residual, prejudica a infiltração da parafina e gera bloco esbranquiçado e tecido pouco firme.
- B)A amostra ficou muito tempo imersa no álcool absoluto.
Errada: excesso de tempo no álcool absoluto tende a endurecer e encolher o material, mas não explica bem o aspecto esbranquiçado típico de água residual.
- C)A temperatura da parafina estava acima do recomendado.
Errada: temperatura excessiva da parafina pode causar artefatos e fragilidade, mas o quadro descrito aponta mais para falha na remoção da água.
- D)A amostra ficou muito tempo imersa no xilol.
Errada: tempo excessivo no xilol pode deixar o tecido muito quebradiço ou mal processado, porém o sinal clássico de esbranquiçamento se relaciona mais com desidratação insuficiente.
- E)A amostra não foi bem fixada.
Errada: fixação ruim compromete preservação morfológica, mas não é a causa mais característica do bloco esbranquiçado e da perda de rigidez na inclusão.
Gabarito: A
Na rotina de histologia, a inclusão em parafina só fica boa quando a amostra passou por todas as etapas anteriores direitinho: fixação, desidratação, diafanização e, por fim, infiltração com parafina. Se alguma delas falha, o bloco pode ficar com aspecto estranho e o corte vira uma pequena novela: tecido soltando, pouca rigidez e superfície esbranquiçada. Neste caso, o sinal mais importante é o bloco esbranquiçado. Isso costuma indicar que ainda havia água no material, ou seja, a desidratação não foi adequada. Como a parafina não se mistura com água, a infiltração fica incompleta, o tecido não ganha firmeza e tende a se desprender durante a microtomia. É por isso que a alternativa correta é a A. A desidratação correta, geralmente com álcoois em concentrações crescentes até o álcool absoluto, é indispensável para permitir a substituição da água por um meio compatível com a parafina. Sem isso, o bloco perde qualidade e o corte não mantém o tecido integrado. Em resumo: bloco esbranquiçado + tecido frouxo + corte ruim = pense primeiro em falha na desidratação. Em técnicas histológicas, a regra é simples: se a água fica, a parafina reclama.