A análise química da urina é comumente realizada com o uso de fitas reagentes. Essa análise baseia-se em metodologia de química seca, cujos resultados podem ser determinados visualmente ou por instrumentos semiautomatizados ou automatizados. As fitas reagentes indicadas para auxiliar o diagnóstico de infecção bacteriana no trato urinário são aquelas que, na urina, detectam ou medem
- A)glicose e lipídios.
Errada, porque glicose e lipídios não são os principais marcadores usados na fita para suspeita de infecção urinária.
- B)bilirrubina e urobilinogênio.
Errada, porque bilirrubina e urobilinogênio se relacionam mais com avaliação hepática e biliar do que com ITU.
- C)nitrito e esterase-leucocitária.
Certa, porque nitrito e esterase-leucocitária são os principais indicadores de possível infecção bacteriana urinária na fita reagente.
- D)ureia e amônia.
Errada, porque ureia e amônia não são os testes clássicos da fita reagente para detectar infecção urinária.
- E)cetonas e pH.
Errada, porque cetonas e pH podem ser alterados por várias condições, mas não são os marcadores mais indicados para triagem de infecção bacteriana.
Gabarito: C
A fita reagente de urina é aquele recurso rápido que ajuda muito na triagem, especialmente quando o laboratório quer levantar suspeita de infecção urinária sem perder tempo. Ela trabalha por química seca: cada almofada da tira reage com um componente da urina e muda de cor, permitindo leitura visual ou por aparelho. É simples, mas não é “chute colorido”: cada parâmetro tem um alvo bem definido. Quando a suspeita é infecção bacteriana no trato urinário, os dois marcadores clássicos na urinálise são o nitrito e a esterase leucocitária. O nitrito aparece quando bactérias reduzem o nitrato presente na urina, o que sugere ação bacteriana, sobretudo por germes como enterobactérias. Já a esterase leucocitária indica presença de leucócitos, sinal de inflamação e resposta do organismo à infecção. Por isso a alternativa C está correta: ela junta exatamente os dois testes mais úteis como triagem para ITU. Nenhum deles fecha diagnóstico sozinho, mas, juntos, aumentam bastante a suspeita e orientam a investigação complementar, como o exame microscópico do sedimento e, se necessário, a urocultura. As demais opções misturam marcadores de outras situações: glicose e cetonas apontam para distúrbios metabólicos, bilirrubina e urobilinogênio conversam mais com fígado e vias biliares, e pH e amônia não são o foco principal dessa triagem bacteriana.