A fixação de tecidos biológicos é considerada uma etapa pré-analítica fundamental para o preparo de lâminas histológicas. Ao fixar uma amostra biológica, pretende-se
- A)promover a adesão de cortes histológicos às lâminas.
Errada, porque a adesão de cortes à lâmina é uma etapa posterior, ligada à montagem e à preparação da lâmina, não à fixação do tecido.
- B)acelerar a ação de microrganismos, e assim, promover o correto diagnóstico de patologias.
Errada, pois a fixação não acelera microrganismos; ao contrário, busca impedir sua ação e a degradação do material biológico.
- C)fixar os tecidos em blocos de parafina possibilitando a realização de cortes mais precisos e finos.
Errada, porque a inclusão em parafina é outra fase do processamento histológico, usada após a fixação para permitir cortes finos.
- D)preservar os elementos teciduais, interrompendo o metabolismo celular e a ação de microrganismos.
Certa, pois a fixação preserva a morfologia do tecido, interrompe o metabolismo celular e dificulta a ação de microrganismos.
- E)preservar os componentes intracelulares e extracelulares, sem alterações de natureza química ou física, mantendo a célula viva.
Errada, porque fixação não mantém a célula viva nem sem alterações químicas ou físicas; ela estabiliza o tecido justamente após a morte celular.
Gabarito: D
A fixação é uma etapa básica da histologia porque serve para "congelar" o tecido no estado mais próximo possível do momento da coleta, evitando que ele se deteriore. Na prática, isso impede a autólise, reduz a ação de microrganismos e preserva a arquitetura celular e tecidual para que a lâmina possa ser analisada depois com qualidade. Pense assim: se o tecido não for fixado, ele começa a mudar rapidamente, como alimento fora da geladeira. Enzimas internas continuam agindo, bactérias podem proliferar e a morfologia se perde. Por isso, a fixação é uma etapa pré-analítica essencial antes do processamento histológico, inclusão em parafina e microtomia. O gabarito é a letra D porque descreve exatamente esse objetivo: preservar os elementos teciduais e interromper o metabolismo celular e a ação de microrganismos. Isso é o coração da fixação histológica. Dependendo do fixador, há também estabilização de proteínas e outras estruturas, mas a ideia central é manter o tecido o mais fiel possível ao original. As demais alternativas trazem funções de outras etapas do preparo histológico, como adesão à lâmina ou inclusão em parafina, ou até uma ideia contrária ao processo, como manter a célula viva. Em concurso, essa troca de etapas é uma pegadinha clássica.