Leia o fragmento a seguir. Para evitar futuras quedas de cortes histológicos durante os processos de coloração e imuno-histoquímica, as lâminas utilizadas para receber os cortes devem ser ____________. No caso de colorações de rotina e especiais é possível utilizar _____________, mas no caso de imunoshistoquímica este reagente deve ser substituído por _____________ ou polilisina. Assinale a opção cujos itens completam corretamente as lacunas do fragmento acima.
- A)adesivadas – silano – tripsina
Errada, porque a lâmina deve ser adesivada, e a tripsina não é o substituto indicado para esse fim na imuno-histoquímica.
- B)adesivadas – albumina de Mayer – silano
Certa, pois lâminas adesivadas com albumina de Mayer podem ser usadas em colorações de rotina e especiais, enquanto na imuno-histoquímica ela é substituída por silano ou polilisina.
- C)adesivadas – silano – albumina de Mayer
Errada, porque a albumina de Mayer não é o substituto para a imuno-histoquímica; ela é usada mais em colorações de rotina e especiais.
- D)limpas – albumina de Mayer – tripsina
Errada, porque lâminas não devem estar apenas limpas, e tripsina não é o reagente adequado para substituir a albumina de Mayer nesse contexto.
- E)limpas – polilisina – albumina de Mayer
Errada, porque lâminas limpas não garantem aderência, e polilisina não é o reagente usado no lugar da albumina de Mayer nas colorações de rotina.
Gabarito: B
Em técnicas histológicas, o corte precisa “grudar” bem na lâmina para não se soltar durante as etapas de desparafinização, coloração e, principalmente, na imuno-histoquímica, que costuma ser mais agressiva. Por isso, usam-se lâminas adesivadas, isto é, preparadas para aumentar a fixação do tecido ao vidro. Nas colorações de rotina e nas especiais, uma opção clássica é a albumina de Mayer, que funciona como adesivo e ajuda a manter o fragmento firme. Já na imuno-histoquímica, esse recurso pode não ser suficiente, então ele é substituído por reagentes com maior poder de aderência, como o silano ou a polilisina. É justamente aí que o gabarito B faz sentido: primeiro a lâmina deve ser adesivada, depois pode-se usar albumina de Mayer em colorações comuns, mas na imuno-histoquímica a albumina é trocada por silano ou polilisina para reduzir a chance de perda do corte. Em outras palavras: quanto mais “trabalhosa” a técnica, mais caprichada precisa ser a fixação na lâmina. Esse é um ponto muito cobrado em histotécnica, porque a falha na aderência compromete toda a leitura microscópica. Se o corte se desprende, não adianta a melhor coloração do mundo: o material vai embora junto com a confiança do examinador.