Qual a normalidade (N) de uma solução de hidróxido de cálcio [Ca(OH)2] em que foram pesados 250 g e dissolvidos em 2,5 litros de água destilada? O peso molecular do Ca(OH)2 é 74,1 g/mol.
- A)5,2 N.
Errada, porque 5,2 N superestima a concentração e não considera corretamente a relação entre massa, volume e o fator de equivalência da base.
- B)2,8 N.
Errada, pois 2,8 N fica próximo, mas ainda não bate com o cálculo exato após aplicar a equivalência do Ca(OH)2.
- C)1,4 N.
Errada, porque 1,4 N corresponde mais à molaridade, e não à normalidade de uma base com dois OH-.
- D)2,7 N.
Certa, pois a solução tem cerca de 1,35 mol/L e, como o Ca(OH)2 fornece 2 equivalentes por mol, a normalidade fica aproximadamente 2,7 N.
- E)0,9 N.
Errada, porque 0,9 N está bem abaixo do valor obtido no cálculo e resulta de subestimar a concentração ou ignorar o fator de equivalência.
Gabarito: D
Normalidade é uma forma de concentração que leva em conta quantos equivalentes a substância fornece por litro de solução. Em reações ácido-base, isso costuma ser bem prático: para bases, o número de equivalentes depende da quantidade de OH- que cada molécula consegue liberar. No caso do hidróxido de cálcio, Ca(OH)2, cada mol fornece 2 equivalentes, porque há dois grupos hidróxido na fórmula. Agora vamos às contas, sem drama. Primeiro, calcule os mols: 250 g dividido por 74,1 g/mol dá aproximadamente 3,37 mol. Como isso foi dissolvido em 2,5 L, a molaridade fica em torno de 1,35 mol/L. Como o Ca(OH)2 é uma base dibásica, você multiplica a molaridade por 2 para achar a normalidade. Então: 1,35 x 2 = 2,70 N, que arredonda para 2,7 N. Por isso o gabarito é a letra D. Em prova, o segredo é não esquecer o fator de equivalência: aqui não basta calcular só mol por litro, porque a normalidade depende do número de OH- disponíveis. É o tipo de detalhe que a banca adora colocar para testar se você presta atenção no “quebrado” da fórmula.