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Técnicas em Laboratório · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Técnicas em Laboratório

Durante a execução de um ensaio de PCR, o gestor identificou que as áreas destinadas à manipulação de reagentes e de amostras amplificadas não estão adequadamente segregadas, potencializando o risco de contaminação cruzada. Assinale, a seguir, a abordagem mais eficaz a ser implementada pelo gestor para prevenir contaminações cruzadas e assegurar a confiabilidade dos resultados obtidos.

Gabarito: D

Em PCR, a sala certa faz toda a diferença. Como a técnica amplifica pouquíssimo material no começo e depois transforma isso em muito DNA, qualquer resíduo de amostra amplificada pode virar um "vilão microscópico" e contaminar outras etapas do ensaio. Por isso, a biossegurança aqui não é só proteção da pessoa, mas também proteção do resultado. A medida mais eficaz é separar fisicamente e funcionalmente as áreas de trabalho: uma para preparação primária, outra para a etapa pré-PCR, outra para amplificação e outra para detecção pós-PCR. Essa setorização reduz o trânsito de material, de mãos, de aerossóis e de produtos amplificados entre ambientes, diminuindo bastante a chance de contaminação cruzada. Além da divisão de áreas, o ideal é manter fluxo unidirecional, usar materiais dedicados para cada setor e adotar boas práticas como troca de luvas, limpeza rigorosa e barreiras físicas. Em PCR, a lógica é simples: o que entrou na área de pós-PCR não deve passear por onde ainda existem reagentes e amostras "limpas". Por isso, o gabarito D está correto. Ele propõe exatamente a organização do laboratório de forma segura e coerente com as recomendações técnicas de boas práticas em biologia molecular e biossegurança, que priorizam segregação de áreas para preservar a confiabilidade analítica e evitar falso-positivos por contaminação.

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