Considere uma amostra de sangue obtida de uma veia do braço que chegou ao laboratório para a dosagem do colesterol total e frações. O método de dosagem utilizado para a análise de HDL e LDL trata-se de:
- A)UV.
Errada, porque UV isoladamente não é o método clássico cobrado para dosagem de HDL e LDL na rotina.
- B)Azul de cresil brilhante.
Errada, pois azul de cresil brilhante é corante usado principalmente em contagem de reticulócitos, não em lipidograma.
- C)Colorimétrico enzimático.
Certa, porque HDL e LDL são dosados por método enzimático com leitura colorimétrica na rotina laboratorial.
- D)Imunofluorescência direta.
Errada, já que imunofluorescência direta é técnica imunológica, não método de dosagem de colesterol.
- E)Teste em gel (Micro Typing System).
Errada, porque teste em gel (Micro Typing System) é usado em imuno-hematologia, especialmente tipagem sanguínea e compatibilidade.
Gabarito: C
Quando a questão fala em colesterol total e frações, o foco cai sobre os métodos bioquímicos usados na dosagem lipídica. Na prática laboratorial, HDL e LDL costumam ser avaliados por métodos enzimáticos, muitas vezes com leitura colorimétrica, porque a reação gera um produto colorido proporcional à concentração do analito. É aquele tipo de exame que parece simples na folha, mas depende de uma cascata de reações bem padronizada no laboratório. O colesterol total também é dosado por método enzimático, geralmente envolvendo colesterol esterase e colesterol oxidase, com formação de peróxido de hidrogênio e posterior desenvolvimento de cor por reação cromogênica. Esse princípio é amplamente usado em rotinas automatizadas, justamente por ser rápido, sensível e adequado para amostras de sangue venoso. Em provas, quando aparecer lipidograma, pense primeiro em bioquímica enzimática, não em técnicas de hematologia clássica como morfologia ou tipagem sanguínea. Por isso, a alternativa C está correta: o método de dosagem para HDL e LDL, na rotina laboratorial, é o colorimétrico enzimático. As outras opções misturam técnicas de áreas diferentes, como leitura espectrofotométrica UV, corantes para reticulócitos e testes imunológicos ou de hemoterapia, que não têm relação direta com a dosagem dessas frações do colesterol. Em resumo: para colesterol total e frações, a lógica é reação enzimática + leitura de cor. Se você lembrar disso, a questão deixa de ser uma armadilha e vira ponto fácil.