Em laboratórios biológicos, o nível de biossegurança
- A)3 corresponde ao trabalho com microrganismos da classe de risco 3 ou à manipulação de grandes volumes e altas concentrações de microrganismos da classe de risco 2.
Certa: o nível 3 é indicado para microrganismos da classe de risco 3 e para grandes volumes ou altas concentrações de agentes da classe de risco 2.
- B)5 é o nível de contenção laboratorial que se aplica aos laboratórios de ensino básico onde são manipulados microrganismos pertencentes à classe de risco 5.
Errada: não existe nível de biossegurança 5 para laboratórios de ensino básico, e a classe de risco 5 também não corresponde à classificação usada.
- C)9 é destinado ao trabalho com microrganismos da classe de risco 2, para o qual deve ser mantido controle rígido quanto a operação, inspeção e manutenção das instalações e equipamentos.
Errada: nível 9 não existe e a associação com microrganismos de risco 2 está totalmente incorreta.
- D)2 identifica laboratório de contenção máxima e se destina à manipulação de microrganismos da classe de risco 1 – que demanda o mais alto nível de contenção –, além de representar uma unidade geográfica e funcionalmente independente de outras áreas.
Errada: nível 2 não é contenção máxima e microrganismos de risco 1 são os de menor risco, não os de maior contenção.
- E)4 diz respeito ao laboratório em contenção, onde são manipulados microrganismos da classe de risco 7. Esse nível se aplica aos laboratórios clínicos ou hospitalares de níveis primários de diagnóstico.
Errada: nível 4 existe, mas não se refere a microrganismos da classe de risco 7 nem a essa descrição de laboratórios clínicos de nível primário.
Gabarito: A
Em biossegurança laboratorial, o nível de contenção não é escolhido no chute: ele acompanha o risco do microrganismo e o tipo de procedimento realizado. Em geral, quanto maior a chance de aerossol, exposição ocupacional e disseminação, maior o nível de biossegurança exigido. Pense assim: o laboratório vai “subindo de escala” para segurar melhor o perigo. No nível 1, lidam-se com agentes de risco mínimo, com pouca necessidade de contenção especial. No nível 2, entram microrganismos de risco moderado, comuns em rotinas clínicas e de ensino. O nível 3 já exige contenção mais rigorosa, porque se aplica ao trabalho com microrganismos da classe de risco 3 e também com grandes volumes ou altas concentrações de agentes da classe de risco 2, quando o volume ou a carga biológica aumentam bastante o risco de exposição. É exatamente isso que a alternativa A descreve. Mesmo um agente de menor risco pode demandar nível mais alto se o laboratório estiver manipulando muito material ou uma concentração elevada, porque o problema não é só o microrganismo em si, mas o cenário de exposição. Essa lógica aparece nas diretrizes de biossegurança adotadas em manuais técnicos de referência, como os da OMS e orientações nacionais de biossegurança. As demais alternativas misturam números inexistentes ou trocam completamente a correspondência entre nível e classe de risco. Em prova, a banca gosta desse truque: ela coloca números absurdos e “gruda” conceitos corretos em nível errado para ver se você confunde risco do agente com nível de contenção.