Uma multinacional está implementando um banco de dados distribuído com a intenção de disponibilizar o acesso às suas filiais. Após o sistema entrar em produção, foi identificado um percurso dos dados que violam a política de segurança da empresa. Tal fato permite a redução da classificação por meios impróprios, de forma que uma informação que possui um grau de sigilo maior consegue ser tramitada por um caminho com nível de classificação mais baixo. A multinacional precisou tomar, como medida, o controle:
- A)de acesso;
Errada, porque controle de acesso trata de permitir ou negar acesso a recursos, não de fiscalizar o caminho percorrido pelos dados.
- B)de inferência;
Errada, pois controle de inferência busca evitar que informações sigilosas sejam deduzidas por consultas e cruzamentos de dados.
- C)da atribuição do nível de segurança;
Errada, já que atribuição de nível de segurança é a classificação da informação ou do sujeito, e não o controle do tráfego dos dados.
- D)da concessão de privilégios;
Errada, porque concessão de privilégios diz respeito a autorizações dadas ao usuário, não ao percurso inseguro da informação.
- E)de fluxo.
Certa, pois o enunciado descreve violação da política no trajeto da informação entre níveis de classificação, o que caracteriza controle de fluxo.
Gabarito: E
Quando o assunto é banco de dados distribuído, o risco não é só quem acessa a informação, mas por onde ela passa. Em segurança da informação, isso é chamado de controle de fluxo: ele impede que dados com classificação mais alta sigam por caminhos ou alcancem destinos que permitam vazamento ou reclassificação indevida. Em outras palavras, o sistema precisa garantir que a informação não "desça de nível" por um atalho malicioso ou por uma rota inadequada. Na questão, a empresa percebeu exatamente isso: um percurso dos dados violando a política de segurança, permitindo que uma informação sigilosa trafegasse por um caminho com nível de classificação inferior. Isso é clássico de controle de fluxo, porque o foco está no fluxo da informação entre objetos, processos e níveis de segurança, e não apenas no login do usuário ou na distribuição de permissões. Esse tema aparece muito em modelos de controle obrigatório de acesso, ligados a confidencialidade, como os modelos de Bell-LaPadula, cujo espírito é evitar vazamento de informação entre níveis. A ideia central é simples: quem tem acesso a algo sensível não pode fazer a informação "escapar" por rotas proibidas. Segurança não é só porta trancada, é também corredor fiscalizado. Por isso, o gabarito é a alternativa E. O problema descrito não é de conceder privilégios ao usuário, nem de atribuir nível de segurança ao cadastro, mas de controlar o caminho e a propagação dos dados dentro do ambiente distribuído.