Uma arquitetura de chaves públicas (PKI) oferece suporte à distribuição e identificação de chaves criptográficas públicas, permitindo que os participantes (usuários e computadores) troquem dados com segurança através da Internet e verifiquem as identidades das partes. Considerando as arquiteturas PKI, analise as afirmativas a seguir. I. Somente alguns participantes podem ler um certificado para determinar se o nome ou a chave pública do proprietário do certificado são válidas. II. Qualquer participante pode verificar se o certificado foi originado pela autoridade de certificação e se não é falsificado. III. Somente a autoridade de certificação pode criar e atualizar certificados. IV. Qualquer participante pode verificar se o certificado está válido no momento. Está correto o que se afirma em
- A)I e II, apenas.
Esta alternativa reúne as afirmativas I e II. A I está errada porque certificado digital não é algo restrito a poucos participantes: ele é um documento público, que pode ser lido por qualquer interessado, e sua confiabilidade decorre da assinatura da autoridade certificadora, não do simples ato de leitura. A II está correta, pois qualquer participante consegue validar a assinatura da CA e verificar se o certificado foi emitido por ela e não sofreu alteração; por isso, o conjunto fica incompleto.
- B)II e III, apenas.
Aqui se afirma que apenas II e III estão corretas. A II realmente está certa, porque a verificação da origem do certificado e da sua integridade pode ser feita por qualquer um que tenha a chave pública da CA, conferindo a assinatura digital. A III também está certa, já que a emissão e a renovação/reemissão de certificados são funções da autoridade certificadora dentro da PKI; porém a alternativa erra ao deixar de fora a IV, que também é verdadeira.
- C)III e IV, apenas.
Esta opção diz que somente III e IV são verdadeiras. A III está correta porque a criação formal do certificado depende da CA, que assina e publica o certificado, e a IV também procede porque qualquer participante pode checar o estado atual do certificado, inclusive por CRL ou OCSP, além da data de validade. O erro é excluir a II, que também é verdadeira, pois a autenticidade e a integridade do certificado podem ser verificadas por qualquer participante.
- D)I, II e III, apenas.
A alternativa sustenta que I, II e III seriam as corretas. O problema é a afirmativa I, que está errada: em PKI, o certificado pode ser consultado por qualquer pessoa, e a confirmação de que nome e chave pública pertencem de fato ao titular vem da validação da assinatura da CA, não de um acesso restrito ao certificado. Além disso, a IV também é verdadeira e ficou de fora, então o gabarito não pode ser este.
- E)II, III e IV, apenas.
Esta é a opção correta porque reúne as afirmativas II, III e IV, que correspondem ao funcionamento típico de uma PKI. Qualquer participante pode verificar a assinatura da autoridade certificadora e constatar que o certificado não foi falsificado, a CA é quem emite e atualiza os certificados, e o status de validade atual pode ser conferido por mecanismos como CRL e OCSP. A I é a única incorreta, pois o certificado é público e não depende de um grupo restrito para ser lido ou examinado.
Gabarito: E
Em PKI, pense no certificado digital como um RG eletrônico assinado por uma autoridade confiável. Ele traz a chave pública do titular, sua identificação e uma assinatura da autoridade certificadora, de modo que qualquer pessoa com a chave pública da CA consegue conferir se o certificado é autêntico e se não foi adulterado. A primeira afirmativa erra porque certificado digital não é um documento restrito a poucos leitores: ele é feito justamente para ser verificável por terceiros. O ponto central não é “quem pode ler”, mas quem consegue validar a assinatura e confiar na cadeia de certificação. A segunda está correta porque qualquer participante pode verificar se o certificado saiu da autoridade certificadora e se não foi falsificado, bastando conferir a assinatura digital da CA. A terceira também está correta no contexto de PKI, pois a emissão e atualização de certificados dependem da autoridade certificadora, que é quem mantém o ciclo de vida do certificado sob controle. A quarta está correta porque qualquer participante pode checar se o certificado está válido no momento, observando o prazo de validade e consultando mecanismos de revogação, como CRL e OCSP. Na prática, isso é a “faxina” da PKI: não basta o certificado existir, ele precisa estar vigente e não revogado. Esse modelo é compatível com a lógica da ICP-Brasil, estruturada pela MP 2.200-2/2001 e normas do ITI.