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Segurança da Informação · FGV · 2025

Questão comentada de Segurança da Informação

Uma arquitetura de chaves públicas (PKI) oferece suporte à distribuição e identificação de chaves criptográficas públicas, permitindo que os participantes (usuários e computadores) troquem dados com segurança através da Internet e verifiquem as identidades das partes. Considerando as arquiteturas PKI, analise as afirmativas a seguir. I. Somente alguns participantes podem ler um certificado para determinar se o nome ou a chave pública do proprietário do certificado são válidas. II. Qualquer participante pode verificar se o certificado foi originado pela autoridade de certificação e se não é falsificado. III. Somente a autoridade de certificação pode criar e atualizar certificados. IV. Qualquer participante pode verificar se o certificado está válido no momento. Está correto o que se afirma em

Gabarito: E

Em PKI, pense no certificado digital como um RG eletrônico assinado por uma autoridade confiável. Ele traz a chave pública do titular, sua identificação e uma assinatura da autoridade certificadora, de modo que qualquer pessoa com a chave pública da CA consegue conferir se o certificado é autêntico e se não foi adulterado. A primeira afirmativa erra porque certificado digital não é um documento restrito a poucos leitores: ele é feito justamente para ser verificável por terceiros. O ponto central não é “quem pode ler”, mas quem consegue validar a assinatura e confiar na cadeia de certificação. A segunda está correta porque qualquer participante pode verificar se o certificado saiu da autoridade certificadora e se não foi falsificado, bastando conferir a assinatura digital da CA. A terceira também está correta no contexto de PKI, pois a emissão e atualização de certificados dependem da autoridade certificadora, que é quem mantém o ciclo de vida do certificado sob controle. A quarta está correta porque qualquer participante pode checar se o certificado está válido no momento, observando o prazo de validade e consultando mecanismos de revogação, como CRL e OCSP. Na prática, isso é a “faxina” da PKI: não basta o certificado existir, ele precisa estar vigente e não revogado. Esse modelo é compatível com a lógica da ICP-Brasil, estruturada pela MP 2.200-2/2001 e normas do ITI.

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