Vírus e vermes (worms) são malwares (pragas virtuais) que infectam sistemas, ameaçam informações e prejudicam serviços digitais, exigindo medidas eficazes de proteção e resposta. Comparando-se as duas classificações de malwares em um arquivo com código executável, observa-se que os
- A)vírus equivalem a códigos inseridos por intrusos, executado somente em condições pré-definidas.
Errada, porque descreve algo inserido por intrusos e executado sob condição pré-definida, mas isso não caracteriza corretamente vírus.
- B)vírus geram grandes volumes de dados para atacar computadores em rede, gerando negação de serviço.
Errada, porque gerar grandes volumes de dados para causar negação de serviço é mais associado a ataques de sobrecarga, não à definição de vírus.
- C)vírus reproduzem-se como outro código, e dependem da execução do código infectado para serem executados.
Certa, porque vírus se replicam como código e dependem da execução do arquivo ou programa infectado para serem ativados.
- D)worms correspondem a uma categoria específica de vírus que utilizam códigos de macro de documentos acessados.
Errada, porque worm não é uma categoria de vírus de macro; macrovírus são vírus ligados a documentos e suas macros.
- E)worms enviam grandes volumes de mensagens de correio eletrônico indesejadas.
Errada, porque envio de grandes volumes de e-mails indesejados se relaciona mais com spam ou campanhas automatizadas, não com a definição de worm.
Gabarito: C
Vírus e worms parecem primos malcomportados, mas a diferença principal cai muito em prova: o vírus precisa se prender a um arquivo ou programa hospedeiro para se espalhar, e só ganha vida quando esse código infectado é executado. Já o worm costuma ser mais autônomo, espalhando-se pela rede sem depender de um arquivo infectado para rodar. Em outras palavras, o vírus é o passageiro clandestino; o worm, o invasor que entra sozinho e vai correndo de porta em porta. Na questão, o ponto central é comparar malwares em um arquivo com código executável. O gabarito C está correto porque descreve exatamente o comportamento do vírus: ele se reproduz como outro código e depende da execução do código infectado para também ser executado. Isso é a marca clássica de vírus em doutrina de segurança da informação e em materiais de certificação e concursos. As demais alternativas misturam conceitos. Worm não é uma categoria de vírus, não depende de macro de documento e, em regra, seu destaque é a propagação pela rede, muitas vezes explorando falhas e enviando cópias de si mesmo automaticamente. Já volume massivo de dados e negação de serviço lembram mais ataques de DoS/DDoS ou alguns worms em campanhas específicas, mas não definem vírus. Resumo de prova: se precisa de hospedeiro para rodar, pense em vírus. Se se espalha sozinho pela rede, pense em worm. Essa separação é o tipo de detalhe que a FGV adora cobrar com cara de pegadinha elegante.