O Departamento de Segurança da Informação implementou um sistema de segurança no Ministério Público da União (MPU) para detectar intrusão e vírus em sua rede local. Eles efetuaram o cálculo da função de hash dos arquivos existentes e guardaram-no de forma segura. Caso houvesse dúvida quanto a algum arquivo malicioso, seu hash seria calculado e comparado com o hash arquivado anteriormente. A garantia da integridade dos dados para a aplicação de detecção de intrusão e vírus deverá ser conseguida, no mínimo, pela propriedade de resistência:
- A)à segunda pré-imagem somente;
Certa, porque o sistema compara um arquivo suspeito com o hash de um arquivo já conhecido, então precisa evitar que uma segunda mensagem diferente produza o mesmo valor.
- B)à primeira pré-imagem somente;
Errada, porque resistência à primeira pré-imagem protege contra achar uma mensagem a partir de um hash dado, e não contra substituir um arquivo já existente por outro com o mesmo hash.
- C)a nenhuma pré-imagem nem colisões;
Errada, porque o enunciado exige integridade mínima, e hash sem resistência a pré-imagem ou colisão não serve para essa verificação.
- D)às primeira e segunda pré-imagens além de colisões;
Errada, porque o caso descrito não exige as três propriedades ao mesmo tempo; o requisito mínimo aqui é mais específico.
- E)a colisões somente.
Errada, porque só resistência a colisões não basta para o cenário de comparar um arquivo conhecido com sua versão suspeita.
Gabarito: A
Quando você usa hash para verificar integridade, a ideia é simples: calcula-se o resumo do arquivo hoje e compara-se com o resumo guardado antes. Se bater, a chance de o arquivo ter sido alterado é muito pequena. Esse uso não exige sigilo nem autenticação forte por si só, mas exige uma função de hash resistente a ataques que tentem produzir outro arquivo com o mesmo resumo. No caso da comparação entre um arquivo suspeito e um hash já arquivado de um arquivo conhecido, o ponto central é impedir que alguém pegue aquele arquivo original e crie uma versão diferente com o mesmo hash. Isso é exatamente a resistência à segunda pré-imagem: dado um valor de entrada já escolhido, fica inviável encontrar outra entrada diferente que produza o mesmo hash. A primeira pré-imagem é outra história: ela protege contra o ataque de descobrir uma mensagem a partir de um hash alvo, algo mais ligado a senha e assinatura digital, por exemplo. Já colisão é o problema de encontrar duas mensagens quaisquer com o mesmo hash, o que é importante em geral, mas não é o requisito mínimo descrito no enunciado. Por isso, o gabarito é a letra A. Para esse cenário de detecção de intrusão e vírus com comparação de hashes arquivados, o mínimo necessário é a resistência à segunda pré-imagem, porque o sistema quer garantir que um arquivo alterado não consiga se passar pelo original com o mesmo resumo criptográfico.