Em um ambiente de segurança de rede deseja-se instalar um utilitário que vai determinar se a execução dos serviços de rede vai ser, ou não, permitida a um usuário. Para esse caso, esse utilitário deve estar de acordo com os critérios AAA de
- A)auditoria.
Errada, porque auditoria registra e monitora eventos de acesso, mas não decide previamente se o serviço será permitido.
- B)abscôndito.
Errada, pois não há qualquer ideia de ocultação ou sigilo nessa alternativa, que não corresponde a um componente do AAA.
- C)autorização.
Certa, porque autorização é justamente a etapa que define se o usuário tem permissão para executar o serviço de rede.
- D)averiguação.
Errada, porque averiguação não é um dos pilares do AAA e não expressa a lógica de permitir ou negar acesso.
- E)autoprecedência.
Errada, pois autoprecedência não é conceito técnico do AAA nem da segurança de redes.
Gabarito: C
Os critérios AAA são um trio clássico da segurança da informação: Autenticação, Autorização e Auditoria. Pense neles como uma sequência bem prática: primeiro o sistema identifica quem você é, depois decide o que você pode fazer e, por fim, registra o que foi feito. É o famoso “quem é você, o que pode fazer e o que fez”. Na questão, o utilitário deve determinar se a execução dos serviços de rede vai ser permitida ou não a um usuário. Isso é exatamente a ideia de autorização, porque o sistema está verificando se aquele usuário tem permissão para executar o serviço solicitado. Não é autenticação, porque não se trata de confirmar identidade, nem auditoria, porque não é o registro do evento após ele acontecer. Em linguagem de prova, autorização responde à pergunta: “você pode fazer isso?”. Em redes, isso aparece quando um serviço ou recurso só é liberado para perfis, credenciais ou níveis específicos de acesso. A doutrina de segurança da informação trata isso como controle de acesso, uma parte central do AAA. Então o gabarito ser C faz todo sentido: o utilitário está decidindo se a ação será permitida. Essa decisão é o coração da autorização, que faz a ponte entre a identidade do usuário e o acesso ao recurso.