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Segurança da Informação · FGV · 2024

Questão comentada de Segurança da Informação

O Cross-Site-Scripting, também conhecido como (XSS), é um dos defeitos de segurança mais comumente encontrados em aplicações web, permitindo utilizar uma aplicação vulnerável para transportar código malicioso até o navegador de outro usuário. Dependendo de como o código malicioso é transportado até o navegador da vítima e do local em que a vulnerabilidade ocorre (no servidor ou no cliente), um XSS pode ser classificado de vários tipos. O tipo de XSS que o código malicioso é enviado na URL ou no cabeçalho HTTP, como parte da requisição, explorando um parâmetro que é exibido sem tratamento na página resultante, é o:

Gabarito: B

XSS é um ataque em que um conteúdo malicioso, normalmente JavaScript, entra na página e acaba sendo executado no navegador de outra pessoa. A ideia é simples e chata: a aplicação aceita um dado sem higienização adequada e depois o mostra para o usuário como se fosse conteúdo legítimo. Quando isso acontece, o atacante pode roubar sessão, redirecionar a vítima ou manipular a interface. Na classificação mais cobrada, o XSS pode ser refletido, armazenado ou baseado em DOM. O ponto-chave aqui é identificar onde o ataque acontece e como o payload chega até a vítima. Se o código malicioso vai na própria requisição, por exemplo na URL ou em cabeçalho HTTP, e a página devolve esse valor na resposta sem tratar, você está diante do XSS refletido. Esse tipo é chamado de "refletido" porque o dado malicioso entra e sai quase na mesma hora, como um espelho mal-intencionado. A vítima clica em um link preparado pelo atacante, o servidor apenas "reflete" o parâmetro vulnerável na resposta, e o script é executado no navegador. Não fica gravado no banco, nem depende necessariamente de manipulação do DOM no cliente. Por isso o gabarito é a letra B. Em termos doutrinários de segurança web, a distinção clássica é: refletido na resposta imediata, armazenado persistido no servidor e DOM-based manipulado no lado do cliente. A banca costuma cobrar exatamente essa diferença de transporte do payload e local da falha.

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