A equipe de resposta e tratamento de incidentes (ETIR) de um órgão público detectou, por meio de suas ferramentas de monitoramento da rede, um aumento no número de acessos a um determinado domínio de internet. Como resultado do processo de investigação de um possível incidente de segurança, a ETIR identificou que os usuários que acessaram o determinado domínio haviam recebido e-mails com orientação para trocarem suas senhas no sistema de Single Sign-On (SSO) do órgão. O domínio acessado continha uma página de internet, com características similares à página do SSO do órgão, porém, com domínio diferente, cujo objetivo era capturar as credenciais de acesso dos usuários. A ETIR identificou que o órgão sofreu um ataque do tipo:
- A)advanced fee fraud;
Errada, pois advanced fee fraud é o golpe da falsa promessa de ganho com pagamento antecipado, e não a captura de credenciais por página falsa.
- B)phishing;
Certa, porque o usuário foi induzido por e-mail a acessar uma página fraudulenta semelhante ao SSO, com o objetivo de roubar suas credenciais.
- C)email spoofing;
Errada, pois email spoofing é a falsificação do remetente do e-mail, e isso não é o foco principal descrito no enunciado.
- D)scanning;
Errada, porque scanning é varredura para descobrir sistemas, portas ou vulnerabilidades, não engodo para coleta de senha.
- E)snifing.
Errada, pois sniffing é a captura passiva de tráfego de rede, e aqui houve fraude por site falso, não interceptação de pacotes.
Gabarito: B
A situação descreve um ataque clássico de phishing: a vítima recebe uma mensagem que parece legítima, é induzida a clicar em um link e, ao chegar em uma página falsa, acaba entregando credenciais sem perceber. O ponto central aqui é a engenharia social, isto é, a manipulação do usuário para que ele faça algo que favoreça o atacante. Em provas, quando aparece e-mail + link para página parecida com a original + captura de senha, quase sempre estamos diante de phishing. Repare que o domínio era diferente, mas a aparência da página era similar à do SSO do órgão. Esse detalhe é típico do golpe: o criminoso copia visualmente o site real para enganar no susto e na pressa. O objetivo não era só coletar um clique, e sim roubar credenciais de acesso, o que reforça o enquadramento como phishing. Em muitos casos, isso também é chamado de site falso ou página fraudulenta de autenticação. Por que o gabarito é a letra B? Porque houve uma mensagem enviada aos usuários, orientando a troca de senha, e essa mensagem levou a uma página falsa para captura de credenciais. Isso é o roteiro padrão do phishing. Não há indício de varredura de rede, interceptação de tráfego ou falsificação de cabeçalho de e-mail como fato principal do enunciado. Se a banca quiser sofisticar, ela pode misturar os conceitos, mas a dica prática é simples: se o ataque tenta enganar o usuário para que ele entregue dados em uma página fake, pense em phishing. É o tipo de golpe que vive de parecer confiável por alguns segundos, e esses segundos custam a senha.