A coordenadora de TI Carla decidiu implementar um duplo fator de autenticação de acesso à sala de servidores da DPE/RS. Os dois fatores de autenticação distintos que Carla deve escolher são:
- A)escaneamento de íris e leitura de digital;
Errada, porque íris e digital são dois fatores do mesmo grupo, ambos biometria, então não formam autenticação em dois fatores distintos.
- B)senha e código via SMS;
Certa, porque senha representa fator de conhecimento e o código via SMS representa fator de posse, compondo dois fatores diferentes.
- C)tag NFC e aplicativo de TOTP;
Errada, porque tag NFC e app de TOTP são meios de posse, mas a questão pede dois fatores distintos e a banca costuma exigir a combinação clássica por categoria.
- D)PIN e resposta de pergunta secreta;
Errada, porque PIN e pergunta secreta são ambos fatores de conhecimento, sem diversidade entre os fatores.
- E)token USB e notificação push.
Errada, porque token USB e notificação push também ficam no campo do fator de posse, não atendendo à exigência de fatores de naturezas distintas.
Gabarito: B
Duplo fator de autenticação, ou 2FA, significa combinar dois fatores de naturezas diferentes para provar que a pessoa é quem diz ser. Em geral, os fatores clássicos são: algo que voce sabe (senha, PIN), algo que voce tem (celular, token, cartão) e algo que voce é (biometria, como digital ou íris). A ideia é simples: se um fator falhar, o outro ainda dificulta a vida do invasor, que não vai entrar só porque descobriu a senha. Na prática, isso deixa o acesso muito mais resistente do que usar apenas uma senha bonitinha e torcer pelo melhor. No caso da questão, a alternativa B está correta porque reúne dois fatores distintos: senha, que é conhecimento, e código via SMS, que depende do aparelho/celular do usuário, ou seja, posse. Isso caracteriza autenticação em dois fatores, conforme a classificação doutrinária mais cobrada em concursos. O ponto-chave aqui não é o nome do meio usado para entregar o código, e sim o tipo de fator que ele representa. As outras alternativas misturam fatores do mesmo tipo ou trazem soluções que, embora fortes, não correspondem ao par clássico pedido pela banca. Em prova da FGV, fique atento a essa leitura: ela adora cobrar a classificação do fator, e não apenas o recurso tecnológico em si.