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Segurança da Informação · FGV · 2023

Questão comentada de Segurança da Informação

Marcos, advogado que sempre acessava os sistemas de um Tribunal de Justiça para fazer consultas de processos, usou seus conhecimentos de informática para invadir tais sistemas. Tendo acesso ao nível raiz e aos demais níveis, utilizou um conjunto de ferramentas de hacker para fazer alterações indevidas. Baseado nas informações acima, é correto afirmar que Marcos utilizou:

Gabarito: B

A questão descreve alguém que invadiu o sistema, obteve acesso ao nível raiz (root) e ainda usou um conjunto de ferramentas para manter esse controle e fazer alterações escondidas. Isso é bem a cara de um rootkit: um pacote de ferramentas criado para permitir acesso privilegiado e, principalmente, ocultar a presença do invasor dentro do sistema. Em outras palavras, ele não apenas entra, mas tenta "sumir" com os vestígios da intrusão. O nome já entrega uma pista importante: "root" remete ao nível máximo de privilégio em sistemas Unix/Linux, e "kit" indica um conjunto de ferramentas. Na prática, o rootkit pode alterar rotinas do sistema, esconder processos, arquivos, portas e até interceptar comandos para dificultar a detecção. É por isso que ele é associado à persistência e ao encobrimento da invasão. Já virus, spyware, keylogger e bomba lógica têm funções diferentes. Vírus se espalha e infecta arquivos; spyware espiona o usuário; keylogger captura teclas digitadas; bomba lógica dispara quando uma condição é atendida. Nenhum deles traduz tão bem a ideia de acesso privilegiado com ocultação da presença quanto o rootkit. Em provas, quando a banca fala em acesso ao nível raiz, ferramentas de hacker e alterações indevidas com tentativa de esconder a ação, pense em rootkit sem medo. É um clássico de segurança da informação e costuma aparecer exatamente com esse tipo de descrição.

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