Uma grande emissora de televisão sofreu um ataque de DDoS e, após análise minuciosa, foi identificada a exploração de uma técnica comumente utilizada por servidores, que é usar vários threads para dar suporte a várias requisições à mesma aplicação de servidor. A técnica utilizada foi:
- A)slowloris;
Correta: o Slowloris mantém conexões HTTP abertas e incompletas para consumir threads do servidor e esgotar sua capacidade de atendimento.
- B)inundação SIP;
Errada: inundação SIP é um ataque voltado a serviços de telefonia/VoIP, não à exploração de threads de servidor web.
- C)ataques de difusão;
Errada: ataques de difusão dependem de espalhar ou propagar tráfego/malware, mas não descrevem a técnica de prender threads com requisições lentas.
- D)ataques de amplificação;
Errada: ataques de amplificação usam terceiros para multiplicar o tráfego, o que é outra lógica diferente da exploração de threads por conexões abertas.
- E)ataques refletores e amplificadores.
Errada: ataques refletores e amplificadores fazem a resposta voltar à vítima com volume maior, mas não envolvem a técnica de manter requisições incompletas para ocupar threads.
Gabarito: A
Em ataques de negação de serviço distribuída (DDoS), o objetivo é simples e cruel: fazer a vítima gastar recursos até parar de atender usuários legítimos. Nesse cenário, a pista da questão foi muito específica: a técnica explorada era uma que muitos servidores usam para lidar com várias requisições ao mesmo tempo, isto é, atendimento concorrente por meio de threads. Isso aponta para o Slowloris, um ataque que “segura” conexões HTTP abertas por muito tempo, enviando cabeçalhos incompletos ou muito lentos, e assim consome as threads do servidor até esgotá-las. A lógica é quase de fila de banco, só que maliciosa: cada conexão fica ocupando um atendente, mas sem finalizar o atendimento. Quando isso se repete em grande escala, o servidor fica sem threads livres para atender novas requisições. Por isso o Slowloris é conhecido como um ataque de baixo consumo de banda, mas alto impacto na disponibilidade. Ele explora justamente a forma de funcionamento do servidor web, e não precisa de tráfego pesado para causar estrago. As outras alternativas descrevem famílias diferentes de ataque, muito mais ligadas a VoIP, a tráfego em massa, a reflexão ou amplificação. Aqui, porém, a chave é a exaustão de conexões/threads por lentidão proposital na entrega da requisição. Em concursos, a banca adora esse detalhe técnico: o ataque não derruba por volume bruto, mas por “travar” os recursos de atendimento do servidor. Então, o gabarito é a letra A porque Slowloris é exatamente o ataque que mantém várias conexões abertas e incompletas para consumir threads do servidor web. É a clássica sabotagem silenciosa: pouca banda, muito efeito.