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Segurança da Informação · FGV · 2023

Questão comentada de Segurança da Informação

O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) decidiu que as informações, não críticas, do dia a dia deveriam ser criptografadas. Com o objetivo de efetuar a cifração, mas sem perder performance, resolveu-se fazer uso da cifra de César para o processo. De forma a melhorar um pouco a qualidade da criptografia, alteraram a chave de uso de 3 (usada na cifra de César original) para 8. Como teste, efetuaram a cifração de "tribunaldejusticadesergipe" e encontraram:

Gabarito: B

A cifra de César é uma das cifras de substituição mais simples: cada letra do texto original é deslocada um número fixo de posições no alfabeto. Se a chave era 3, a letra A vira D, B vira E e assim por diante. No caso da questão, o TJSE trocou a chave de 3 para 8, então o deslocamento ficou maior, mas a lógica continuou a mesma. Aqui, basta aplicar o avanço de 8 posições em cada letra de "tribunaldejusticadesergipe". Por exemplo, t vira b, r vira z, i vira q e assim sucessivamente. Fazendo isso palavra por palavra, o resultado obtido é "bzqjcvitlmrcabqkilmamzoqxm". Perceba que a banca não queria uma noção moderna de criptografia, e sim a mecânica clássica da cifra de César. Não há segredo escondido: é só deslocamento alfabético fixo. Essa cifra é conhecida na doutrina como criptografia por substituição monoalfabética, historicamente atribuída a Júlio César. Logo, o gabarito é a alternativa B, porque ela reproduz exatamente o texto cifrado com chave 8.

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