Para empregar uma cifra de bloco em diversas aplicações, cinco modos de operação foram definidos pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST). Dentre os cinco modos de operação, o modo mais simples é o Electronic Codebook (ECB), no qual:
- A)a entrada do algoritmo de encriptação é o XOR dos próximos 64 bits de texto claro e os 64 bits anteriores de texto cifrado;
Errada: isso descreve o encadeamento do CBC, em que o texto claro é combinado por XOR com o bloco cifrado anterior.
- B)cada bloco de bits de texto claro é codificado independentemente, usando a mesma chave;
Certa: no ECB, cada bloco de texto claro é cifrado independentemente com a mesma chave.
- C)o texto cifrado anterior é usado como entrada para o algoritmo de encriptação a fim de produzir uma saída pseudoaleatória;
Errada: isso remete a modos com encadeamento ou fluxo, nos quais o texto cifrado anterior alimenta o processo de cifragem.
- D)a entrada do algoritmo de encriptação é a saída DES anterior, e são usados blocos completos;
Errada: a descrição não corresponde ao ECB e mistura conceitos de entrada baseada em saída anterior, típicos de modos encadeados.
- E)em cada bloco de texto claro é aplicado a um XOR com um contador encriptado.
Errada: isso caracteriza o modo CTR, que usa um contador cifrado para gerar um fluxo aplicado ao texto claro.
Gabarito: B
Quando a prova fala em modos de operação de cifra de bloco, ela está perguntando como usar um algoritmo de cifra para proteger mensagens maiores do que um único bloco. O ECB, Electronic Codebook, é o modo mais simples justamente porque trata cada bloco de texto claro de forma independente: cada bloco entra no algoritmo com a mesma chave e gera um bloco cifrado correspondente. Isso facilita a compreensão, mas tem uma fraqueza clássica: se dois blocos de entrada forem iguais, os blocos cifrados também serão iguais, o que pode revelar padrões da mensagem. Por isso, o ECB não mistura blocos anteriores, não usa contador, não faz encadeamento e não depende do texto cifrado anterior para cifrar o próximo bloco. Ele é quase como um dicionário repetitivo: mesma entrada, mesma saída. Em termos práticos, ele é simples, mas pouco seguro para muitos usos reais, especialmente quando há repetição de padrões no texto original. O gabarito é a letra B porque ela descreve exatamente a ideia do ECB: cada bloco de bits de texto claro é codificado independentemente, usando a mesma chave. As demais alternativas descrevem outros modos de operação, como CBC, OFB, CFB e CTR, que introduzem encadeamento, fluxo pseudoaleatório ou contador para aumentar a segurança. Em provas de Segurança da Informação, o NIST costuma cobrar essa distinção de forma bem literal. Então vale guardar a frase-chave: ECB = bloco por bloco, independente, sem memória do bloco anterior.