A DPE/RS contratou a empresa AuthSW para implantar um sistema usando o protocolo RADIUS. Nesse sistema, deve ser assegurado que:
- A)o Access-Request enviado pelo cliente contenha o endereço IP do cliente;
Errada, porque o Access-Request não precisa obrigatoriamente conter o endereço IP do cliente como regra do protocolo.
- B)o servidor envie um Access-Reject quando receber AccessRequest de um cliente inválido;
Errada, pois o Access-Reject é uma resposta de recusa, mas a formulação "cliente inválido" não traduz uma obrigação específica do RADIUS.
- C)o Access-Reject enviado ao cliente contenha uma mensagem de texto;
Errada, já que o Access-Reject pode ou não trazer texto explicativo, e isso não é a exigência central cobrada aqui.
- D)o servidor envie um Access-Challenge ao cliente após receber um Access-Request;
Errada, porque o Access-Challenge é opcional e usado em cenários específicos, não sendo uma resposta obrigatória após todo Access-Request.
- E)o campo Identifier do Access-Accept seja igual ao do AccessRequest que o originou.
Certa, porque o campo Identifier da resposta deve coincidir com o do Access-Request correspondente para permitir o pareamento correto das mensagens.
Gabarito: E
O RADIUS é um protocolo clássico de AAA, isto é, autenticação, autorização e contabilização. Ele trabalha com mensagens como Access-Request, Access-Accept, Access-Reject e Access-Challenge, sempre com a ideia de o servidor responder ao pedido do cliente de forma rastreável e consistente. Nesta questão, o ponto central é o campo Identifier. Ele serve para correlacionar a resposta do servidor com a requisição que a originou. Em outras palavras: se o cliente mandou um Access-Request com certo identificador, a resposta correspondente precisa repetir esse mesmo Identifier para que ambos saibam que estão falando da mesma tentativa de autenticação. Por isso o gabarito é a letra E. O Access-Accept, quando aceito, deve manter o mesmo Identifier do Access-Request que o provocou. Isso é regra do funcionamento do protocolo, não é detalhe decorativo: sem essa correspondência, o cliente poderia confundir respostas de sessões diferentes. As demais alternativas tentam puxar o assunto para campos ou comportamentos que não são obrigatórios assim. Em prova de FGV, o truque costuma ser esse: ela pega um elemento real do protocolo e troca a exigência exata por algo parecido, mas errado.