Nos últimos anos vimos um significativo aumento no número de ameaças virtuais; entre elas, destaca-se o ransomware. O ransomware é um software de extorsão que pode bloquear o seu computador e depois exigir um resgate para desbloqueá-lo. Dependendo do tipo de ransomware, todo o sistema operacional (ou apenas arquivos individuais) é criptografado e, em seguida um resgate é exigido das vítimas, o que causa, além de prejuízos financeiros, danos à reputação da marca e problemas com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A principal forma de proteção e restauração dos dados é
- A)ter uma política de segurança para evitar a ameaça.
Errada: política de segurança ajuda na prevenção e na governança, mas não é a principal forma de restaurar dados após a criptografia causada pelo ransomware.
- B)implementar um firewall de última geração.
Errada: firewall pode bloquear tráfego suspeito, mas não recupera arquivos já sequestrados nem substitui backup.
- C)realizar testes de engenharia social com os funcionários.
Errada: testes de engenharia social ajudam a conscientizar usuários, porém atuam na prevenção e não na restauração dos dados.
- D)ter uma rotina de backup adequada e validada.
Certa: backup adequado e validado é a forma mais segura e eficiente de restaurar dados após um ataque de ransomware.
- E)implementar monitoramento de fluxo da rede de computadores.
Errada: monitoramento de fluxo de rede auxilia na detecção e resposta, mas não devolve os arquivos criptografados.
Gabarito: D
Quando o assunto é ransomware, a primeira imagem que vem à cabeça é a do atacante travando tudo e pedindo dinheiro para liberar o acesso. Só que, na prática, a grande pergunta da banca é: depois do estrago, como você recupera os dados sem negociar com criminoso? A resposta clássica é bem menos glamourosa e muito mais eficiente: backup bem feito, testado e realmente válido. Backup não é só copiar arquivos para um canto qualquer. Ele precisa ter rotina, periodicidade, cópia fora do ambiente principal, controle de integridade e teste de restauração. Se o backup existe, mas na hora H não restaura, ele é quase um enfeite digital. Em segurança da informação, isso conversa com a tríade CIA, especialmente com a disponibilidade dos dados. Por isso o gabarito é a letra D. A política de segurança, o firewall, o monitoramento e os treinamentos ajudam a prevenir ou detectar ameaças, mas não são a principal forma de restauração dos dados já criptografados pelo ransomware. Para recuperar o sistema e os arquivos com segurança, o caminho mais sólido é ter uma rotina de backup adequada e validada. Em prova, a FGV gosta desse raciocínio prático: prevenção é importante, mas recuperação depende de backup confiável. Em outras palavras, quando o ransomware bate à porta, quem dormiu com backup em dia costuma sofrer bem menos.