O Plano de Continuidade de Negócios (PCN) de uma empresa deve:
- A)desconsiderar alguns setores da empresa;
Errada, porque o PCN deve abranger as áreas e processos críticos da empresa, e não desconsiderar setores relevantes.
- B)substituir o plano de contingência;
Errada, porque o PCN se relaciona com o plano de contingência, mas não o substitui; eles são complementares.
- C)retardar a interrupção da atividade da empresa;
Errada, porque o objetivo do PCN não é apenas retardar a interrupção, e sim manter ou retomar as operações essenciais.
- D)ser testado por pessoal externo à empresa;
Errada, porque o teste do PCN pode envolver equipe interna e, se necessário, apoio externo, mas isso não é exigência obrigatória.
- E)contemplar possíveis desastres naturais.
Certa, porque o PCN deve prever riscos e cenários de interrupção, inclusive possíveis desastres naturais.
Gabarito: E
O Plano de Continuidade de Negócios (PCN) é o mapa de sobrevivência da empresa quando algo sai do normal: queda de sistemas, incêndio, enchente, falha elétrica, greve, ataque cibernético e por aí vai. A ideia não é evitar que o problema exista, mas reduzir o impacto e permitir que as atividades essenciais continuem ou sejam retomadas no menor tempo possível. Por isso, o PCN precisa considerar cenários de interrupção relevantes, inclusive desastres naturais. Em gestão de continuidade, é comum o plano contemplar ameaças internas e externas, com foco nas atividades críticas, recursos mínimos, responsabilidades, comunicação e recuperação. Sem esse olhar, o plano vira enfeite de gaveta. A alternativa E está correta porque um bom PCN deve prever possíveis desastres naturais, como enchentes, deslizamentos, tempestades e incêndios de grande proporção, já que esses eventos podem parar a operação de forma séria e inesperada. A lógica é: se pode acontecer e comprometer o negócio, deve ser tratado no plano. As demais alternativas tentam confundir você com ideias meio tortas sobre continuidade. PCN não exclui setores importantes, não substitui automaticamente o plano de contingência, não tem como objetivo apenas atrasar a interrupção e, embora testes sejam recomendados, eles não precisam ser feitos por pessoal externo. Na prática, a continuidade é assunto de gestão e preparação, não de improviso heroico.