Martin é um criptoanalista contratado pela empresa Z para identificar o ataque ocorrido em sua rede. Após um tempo, Martin tinha as seguintes informações: - algoritmo de encriptação - texto cifrado - mensagem de texto claro escolhida pelo criptoanalista, com seu respectivo texto cifrado produzido pela chave secreta - texto cifrado escolhido pelo criptoanalista, com seu respectivo texto claro decriptado produzido pela chave secreta Com base nas informações obtidas pelo criptoanalista, pode-se identificar o ataque como:
- A)apenas texto cifrado;
Errada, porque “apenas texto cifrado” não permite ao criptoanalista escolher mensagens nem obter respostas do sistema.
- B)texto claro conhecido;
Errada, pois texto claro conhecido é só quando o atacante conhece pares já existentes de claro e cifrado, sem escolher nada.
- C)texto claro escolhido;
Errada, porque texto claro escolhido cobre apenas a escolha de mensagens em claro para serem cifradas, e o enunciado traz também a escolha de texto cifrado para decriptação.
- D)texto cifrado escolhido;
Errada, pois texto cifrado escolhido é somente quando o atacante escolhe cifrados para obter os respectivos claros, sem a parte de texto claro escolhido.
- E)texto escolhido.
Certa, porque o enunciado descreve as duas possibilidades: escolha de texto claro para cifrar e escolha de texto cifrado para decifrar, isto é, texto escolhido.
Gabarito: E
Essa questão cobra os tipos clássicos de ataque em criptografia, que são definidos pela informação e pelo poder de interação que o criptoanalista consegue ter com o sistema. Em prova, a banca gosta de misturar os nomes: texto claro conhecido, texto claro escolhido, texto cifrado escolhido e, por fim, texto escolhido. Aqui, Martin conseguiu algo mais forte do que os ataques isolados. Ele teve acesso a uma mensagem em texto claro escolhida por ele, obteve o texto cifrado correspondente, e também escolheu um texto cifrado para ver o texto claro decriptado pela chave secreta. Ou seja, ele pôde escolher tanto o que seria cifrado quanto o que seria decifrado. Isso caracteriza o ataque por texto escolhido, que na doutrina aparece como chosen-text attack, englobando as duas possibilidades de escolha. Não é só observar material já existente nem apenas mandar um texto claro para cifrar: há as duas vias de teste, cifrar e decifrar, sob controle do atacante. Em termos doutrinários, a classificação segue o padrão consagrado em Segurança da Informação e Criptografia: texto claro conhecido, texto claro escolhido, texto cifrado escolhido e texto escolhido. Por isso, o gabarito é a letra E.