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Segurança da Informação · FGV · 2022

Questão comentada de Segurança da Informação

Em aplicações Web, a vulnerabilidade denominada CSRF (cross site request forgery) ocorre quando solicitações não autorizadas a um website são enviadas a partir de um equipamento onde existe uma sessão ativa em que o website confia. Uma forma de se proteger desse ataque é a(o)

Gabarito: D

CSRF, ou cross-site request forgery, acontece quando o navegador da vítima envia uma requisição para um site confiável sem que ela perceba, aproveitando uma sessão já autenticada. Em outras palavras: o atacante não “rouba” a senha, ele faz a vítima clicar ou visitar algo que dispara uma ação indesejada em seu nome. É um golpe de confiança, bem no estilo “se o site confia no seu navegador, o navegador obedece”. A principal defesa é exigir um elemento que o atacante não consegue adivinhar nem reproduzir facilmente, como um token anti-CSRF gerado pela aplicação e validado no servidor. Esse token costuma ser único por sessão ou por formulário, e vai junto na requisição legítima, funcionando como um selo de autenticidade da ação. Por isso o gabarito é a letra D. Sem esse token, o servidor tende a aceitar requisições só porque os cookies de sessão foram enviados automaticamente pelo navegador. Com o token, a aplicação distingue uma ação realmente iniciada pelo usuário de uma requisição forjada por outro site. As demais alternativas não resolvem o problema central do CSRF. HSTS ajuda no uso de HTTPS, HttpOnly protege contra acesso via JavaScript, e garantir que os cookies não trafeguem em texto claro trata confidencialidade da rede, não a falsificação de requisições. Em doutrina de segurança web, a defesa clássica contra CSRF é justamente a combinação de token anti-CSRF e validações complementares, como checagem de origem e uso correto de SameSite nos cookies.

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