Após um sistema Linux apresentar um comportamento estranho, uma análise mais detalhada verificou que estava infectado por um malware. A detecção foi difícil, pois o malware evitava sua detecção, escondendo processos e arquivos do sistema, não importando qual ferramenta fosse usada para listar esses processos e arquivos. Esse malware provavelmente é um
- A)backdoor.
Backdoor abre acesso remoto oculto, mas não é a descrição mais típica para esconder processos e arquivos de forma sistemática.
- B)cavalo de Tróia.
Cavalo de Tróia engana o usuário fingindo ser algo legítimo, porém a questão destaca ocultação ativa dentro do sistema, o que aponta para outra classe.
- C)bot.
Bot é uma máquina controlada à distância em uma botnet, mas isso não explica, por si só, a camuflagem de processos e arquivos.
- D)rootkit de kernel.
Correta: rootkit de kernel atua no núcleo do sistema e pode ocultar processos e arquivos até de ferramentas de inspeção.
- E)ransomware.
Ransomware sequestra dados para extorsão, normalmente criptografando arquivos, e não se define por esconder processos do sistema.
Gabarito: D
Quando um malware começa a se esconder de forma agressiva, apagando rastros, ocultando processos e sumindo com arquivos mesmo quando voce usa ferramentas diferentes de listagem, a ideia principal é: ele quer ficar invisível dentro do sistema. Isso já acende a luz amarela para um rootkit, que é feito justamente para manter presença furtiva e dificultar a detecção. No Linux, esse tipo de ameaça costuma atuar no nível do kernel. E isso faz toda a diferença, porque o kernel é a camada mais privilegiada do sistema operacional. Se o malware consegue alterar ou interceptar funções do kernel, ele pode “mentir” para comandos como ps, ls e outras ferramentas, mostrando uma visão falsa do sistema. Por isso o gabarito é a letra D, rootkit de kernel. A palavra-chave da questão não é apenas “infectado”, mas principalmente “escondendo processos e arquivos do sistema, não importando qual ferramenta fosse usada”. Esse comportamento é clássico de rootkit, especialmente os que operam no kernel, porque eles manipulam a resposta do próprio sistema para mascarar sua presença. As outras alternativas até podem envolver persistência ou controle remoto, mas não explicam tão bem essa capacidade de ocultar processos e arquivos de maneira ampla e consistente. Em concurso, quando a questão fala em ocultação profunda e difícil de detectar, pense primeiro em rootkit.