Ameaças persistentes avançadas (APT) utilizam múltiplos vetores de ataque em explorações personalizadas e complexas. A principal característica desse tipo de ameaça é a persistência de forma oculta por um longo período de tempo, com o objetivo de exfiltrar dados ou conduzir interrupção sustentada das operações de negócios de um alvo. Pode ser considerada uma técnica de persistência:
- A)Criar uma conta;
Certa, porque criar uma conta permite ao atacante manter acesso persistente ao sistema, mesmo após outras tentativas de limpeza.
- B)Alternate Data Streams (ADS);
Errada, porque Alternate Data Streams é uma técnica de ocultação de dados no NTFS, não a forma clássica de manter persistência.
- C)Exploit;
Errada, porque exploit é o código ou método que explora uma vulnerabilidade, ou seja, serve para ataque/exploração, não para persistência.
- D)Program packing;
Errada, porque program packing é uma técnica de empacotamento/ofuscação de código para dificultar análise, não um mecanismo de persistência.
- E)Codificação de dados.
Errada, porque codificação de dados é usada para representar ou esconder informação, mas não caracteriza persistência em APT.
Gabarito: A
APT, ou ameaça persistente avançada, é aquele ataque que não chega fazendo barulho. Em vez de tentar uma única porta, o atacante usa várias fases, personaliza a exploração e tenta ficar escondido por bastante tempo dentro do ambiente da vítima. O objetivo costuma ser exfiltrar dados, manter acesso contínuo ou até atrapalhar operações sem ser percebido. Quando a questão fala em técnica de persistência, ela quer algo que ajude o invasor a continuar voltando ao sistema mesmo depois de reinicializações, limpeza parcial ou troca de credenciais. Uma das formas clássicas disso é criar uma conta nova, normalmente com privilégios que permitam acesso duradouro. Assim, o atacante não depende só do primeiro ponto de entrada. Por isso, o gabarito é a letra A. Criar uma conta é um mecanismo de persistência porque mantém um caminho de acesso ativo para o invasor, muitas vezes disfarçado de usuário legítimo. Em APT, isso é bem típico: o invasor quer permanecer no ambiente sem levantar suspeita. As outras alternativas tratam de técnicas diferentes, mais ligadas a exploração, ofuscação ou ocultação de dados, mas não são, por si, o conceito clássico de persistência. Em provas da FGV, vale pensar assim: persistência é o truque para continuar dentro da rede; exploração é o jeito de entrar ou executar; ofuscação é o jeito de esconder.