A analista Roberta instalou um novo firewall na infraestrutura de rede do TCE/TO. O firewall instalado por Roberta monitora os handshakes de três vias do TCP (Transmission Control Protocol) que envolvam hosts externos à rede, a fim de determinar a legitimidade das sessões de rede requisitadas por estes hosts. Sendo assim, esse firewall recém-instalado por Roberta é do tipo:
- A)cloud;
Errada, porque cloud nao é uma categoria de firewall definida pelo mecanismo de filtragem ou de controle de conexoes.
- B)application layer;
Errada, pois application layer faz inspeção na camada de aplicação e no conteúdo do trafego, nao no handshake TCP.
- C)web application;
Errada, porque web application firewall protege aplicações web, especialmente HTTP/HTTPS, e nao o estabelecimento geral de sessoes TCP.
- D)circuit-level gateway;
Certa, pois o circuit-level gateway monitora o handshake TCP e valida a legitimidade da sessao antes de permitir a comunicacao.
- E)packet filter.
Errada, porque packet filter analisa pacotes individualmente com regras de cabecalho, sem acompanhar o estado da conexao.
Gabarito: D
Firewall nao é tudo igual, e a banca adora brincar com isso. Quando o enunciado diz que o equipamento monitora o handshake de três vias do TCP para decidir se uma sessao de rede externa é legitima, ele está descrevendo um firewall com foco em conexao, e nao apenas em pacotes soltos. Em outras palavras, ele acompanha o estado da comunicacao antes de permitir o trafego, o que é caracteristico do circuit-level gateway. Esse tipo de firewall trabalha na camada de sessao, verificando se a conexao foi realmente estabelecida de modo valido. Ele nao fica analisando o conteudo da mensagem como um proxy de aplicacao faria; a ideia é controlar a sessao e validar a abertura do circuito de comunicacao. Por isso, o detalhe do three-way handshake é a pista de ouro da questao. O gabarito é a letra D, porque o circuit-level gateway observa o estabelecimento da conexao TCP e decide se a sessao pode prosseguir com base nisso. Ele é uma protecao intermediaria que checa o contexto da conexao, nao o conteudo da aplicacao. Em doutrina de seguranca, isso aparece como firewall de nivel de circuito, voltado ao controle de sessoes TCP e UDP, com inspecao menos profunda que a de application gateway. Na pratica de prova, pense assim: se a banca falar em pacote isolado, voce pensa em packet filter; se falar em conteudo/aplicacao, pensa em application layer; se falar em handshake, sessao e legitimidade da conexao, a pista aponta para circuito. A banca FGV gosta muito desse tipo de diferenca fina, então o segredo é casar o termo tecnico com a funcao real do firewall.