Os executivos responsáveis por uma empresa decidiram, recentemente, migrar toda sua força de trabalho para o modelo de home-office. Para facilitar essa migração, os serviços de diretório de identidades e armazenamento de arquivos foram migrados para provedores de serviços externos (nuvem pública), onde os usuários têm acesso diretamente aos serviços sem necessidade de estar na rede da empresa. Nesse sentido, assinale a opção que indica a ação efetiva para: - Prover visibilidade sobre o uso dos serviços externos. - Controle sobre os cumprimentos das políticas de segurança da informação. - Proteção contra vazamento de identidades.
- A)Implementar uma ferramenta de DLP no firewall da empresa e uma ferramenta de controle de contas com acesso privilegiado.
Errada, porque DLP e controle de contas privilegiadas não entregam a visibilidade ampla e o controle específico sobre o uso de serviços em nuvem que o enunciado pede.
- B)Implementar uma ferramenta de CASB, uma ferramenta de controle de contas com acesso privilegiado e uma ferramenta de login centralizado (SSO) com uso de um segundo fator de autenticação.
Certa, pois o CASB dá visibilidade e controle sobre serviços externos, o controle de contas privilegiadas fortalece acessos sensíveis e o SSO com 2 fatores ajuda a proteger identidades.
- C)Implementar uma ferramenta de controle de configurações, implementar monitoramento na VPN corporativa.
Errada, porque controle de configurações e monitoramento de VPN não resolvem o cenário de acesso direto à nuvem fora da rede corporativa.
- D)Implementar política solicitando que os usuários criptografem os dados antes de utilizarem os serviços externos.
Errada, porque criptografar dados antes do uso pode ajudar na proteção do conteúdo, mas não oferece visibilidade nem controle de conformidade sobre o serviço externo.
- E)Implementar uma ferramenta de antivírus com sandboxing em todas as estações da rede da empresa.
Errada, porque antivírus com sandboxing protege estações contra malware, mas não trata governança, identidade nem monitoramento do uso dos serviços em nuvem.
Gabarito: B
Quando a empresa leva identidade, arquivos e aplicações para a nuvem pública, o problema muda de lugar: saiu da rede interna, mas a responsabilidade pela segurança continua. Nesse cenário, você precisa enxergar o que os usuários estão fazendo nos serviços externos, impor políticas e impedir que credenciais fiquem expostas. É exatamente aí que entram soluções como CASB, SSO e controle de acesso privilegiado. O CASB (Cloud Access Security Broker) funciona como uma camada de visibilidade e controle entre os usuários e os serviços em nuvem. Ele ajuda a descobrir quem está usando o quê, aplicar regras de segurança, detectar comportamento suspeito e até bloquear ações que violem a política da empresa. Em outras palavras: ele coloca luz sobre a nuvem, que costuma ser um ambiente meio “escuro” para o gestor. O SSO com segundo fator de autenticação reforça o login centralizado e reduz o risco de vazamento de identidades, porque evita a proliferação de senhas e adiciona uma camada extra além da senha. Já o controle de contas privilegiadas protege acessos sensíveis, que são os mais visados em ataques. Assim, a combinação dessas três medidas atende bem aos três objetivos do enunciado: visibilidade, controle de políticas e proteção de identidades. A lógica também é coerente com a doutrina de segurança da informação: não basta confiar no perímetro da empresa quando o serviço está fora dele. O foco vai para identidade, acesso e monitoramento. Por isso, a alternativa B é a que melhor resolve o problema proposto.