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Segurança da Informação · FGV · 2022

Questão comentada de Segurança da Informação

Para preservar a integridade das evidências encontradas em uma perícia computacional, o perito utilizou hashes criptográficos, pois essas funções são consideradas uma impressão digital eletrônica do dado coletado. No entanto, o perito escolheu uma função de hash que não é mais considerada segura, pois pode ser calculada rapidamente e é particularmente vulnerável a colisões. Essa função de hash, considerada atualmente insegura, seria a

Gabarito: D

Em perícia computacional, a ideia do hash é simples: criar uma "impressão digital" do arquivo para provar que ele não foi alterado. Se qualquer byte mudar, o resultado do hash muda, então ele ajuda a garantir integridade da evidência. Por isso, a escolha da função importa muito: se ela for antiga e fraca, a assinatura da evidência vira uma casa de papel no primeiro vento. A função pedida na questão é o MD5. Ele até foi muito usado no passado, porque é rápido e fácil de calcular, mas hoje é considerado inseguro, principalmente por sua vulnerabilidade a colisões, isto é, dois dados diferentes podem produzir o mesmo hash. Em um cenário pericial, isso é péssimo, porque enfraquece a confiança na prova. Já SHA-3 e Whirlpool são funções de hash modernas e seguras para esse tipo de finalidade. Elas foram desenvolvidas justamente para melhorar resistência a ataques, especialmente colisões. Então, quando a banca fala em "particularmente vulnerável a colisões" e "não é mais considerada segura", está puxando a orelha do MD5. Em resumo: hash serve para integridade, e MD5 ficou para a história como exemplo clássico de algoritmo que caiu em desuso por insegurança criptográfica. Em concursos, sempre desconfie de algoritmos antigos quando a questão mencionar colisão e fragilidade em segurança.

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