Marina recebeu uma ligação de um suposto funcionário que dizia estar fazendo uma pesquisa sanitária sobre uma pandemia. Marina passou suas informações pessoais e profissionais, que permitiram ao falso funcionário acessar um sistema com suas credenciais. A técnica empregada pelo falso funcionário para conseguir as informações de Marina é:
- A)poisoning;
Poisoning é envenenamento, termo usado em outros contextos de segurança, mas não para obtenção de dados por manipulação da vítima.
- B)flooding;
Flooding é sobre sobrecarga por grande volume de tráfego ou requisições, não sobre enganar alguém para obter credenciais.
- C)engenharia social;
Correta: houve manipulação psicológica com pretexto falso para convencer Marina a revelar informações.
- D)suborno;
Suborno envolve oferecer vantagem indevida para obter colaboração, o que não aparece no caso narrado.
- E)sniffer.
Sniffer é ferramenta ou técnica de captura de tráfego em rede, não a abordagem usada para convencer a vítima a informar seus dados.
Gabarito: C
Aqui a chave é perceber que o golpe não foi técnico, foi humano. O falso funcionário fingiu ser alguém confiável, criou um contexto plausível e convenceu a vítima a entregar dados por conta própria. Isso é engenharia social: manipular a pessoa para que ela mesma revele informações, clique em algo, execute uma ação ou forneça credenciais. Em provas, a banca adora esse tipo de história com ligação, e-mail, mensagem ou visita presencial para ver se você identifica a tática por trás do disfarce. A ideia central da engenharia social é explorar confiança, medo, urgência, autoridade ou curiosidade. Não precisa quebrar senha nem invadir sistema na marra: muitas vezes o atacante faz a vítima abrir a porta. É o famoso "não foi o cofre que falhou, foi a persuasão". Por isso o gabarito é a letra C. Marina entregou informações pessoais e profissionais porque acreditou na identidade do interlocutor, e essas informações permitiram o acesso indevido ao sistema. O foco está na manipulação psicológica da vítima, não em malware, interceptação de tráfego ou força bruta. Em doutrina de segurança da informação, engenharia social é justamente o conjunto de técnicas de persuasão e fraude voltadas a induzir o usuário a revelar dados ou executar ações inseguras. Em provas de FGV, se o enunciado trouxer conversa, falso suporte, falsa pesquisa, pretexto convincente ou pedido de dados, pense primeiro em engenharia social.