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Segurança da Informação · FGV · 2022

Questão comentada de Segurança da Informação

Marina recebeu uma ligação de um suposto funcionário que dizia estar fazendo uma pesquisa sanitária sobre uma pandemia. Marina passou suas informações pessoais e profissionais, que permitiram ao falso funcionário acessar um sistema com suas credenciais. A técnica empregada pelo falso funcionário para conseguir as informações de Marina é:

Gabarito: C

Aqui a chave é perceber que o golpe não foi técnico, foi humano. O falso funcionário fingiu ser alguém confiável, criou um contexto plausível e convenceu a vítima a entregar dados por conta própria. Isso é engenharia social: manipular a pessoa para que ela mesma revele informações, clique em algo, execute uma ação ou forneça credenciais. Em provas, a banca adora esse tipo de história com ligação, e-mail, mensagem ou visita presencial para ver se você identifica a tática por trás do disfarce. A ideia central da engenharia social é explorar confiança, medo, urgência, autoridade ou curiosidade. Não precisa quebrar senha nem invadir sistema na marra: muitas vezes o atacante faz a vítima abrir a porta. É o famoso "não foi o cofre que falhou, foi a persuasão". Por isso o gabarito é a letra C. Marina entregou informações pessoais e profissionais porque acreditou na identidade do interlocutor, e essas informações permitiram o acesso indevido ao sistema. O foco está na manipulação psicológica da vítima, não em malware, interceptação de tráfego ou força bruta. Em doutrina de segurança da informação, engenharia social é justamente o conjunto de técnicas de persuasão e fraude voltadas a induzir o usuário a revelar dados ou executar ações inseguras. Em provas de FGV, se o enunciado trouxer conversa, falso suporte, falsa pesquisa, pretexto convincente ou pedido de dados, pense primeiro em engenharia social.

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