Os desenvolvedores de um jogo eletrônico usaram uma criptografia simétrica baseada em cifras de bloco para proteger certas partes do jogo. Para verificar se a proteção estava adequada, contrataram um perito para análise de vulnerabilidades. O perito verificou que o modo de operação da cifragem em bloco usada não era seguro o suficiente, pois além de não possuir proteção de integridade, não era semanticamente seguro, pois mantinha padrões que existiam nos dados em claro. O modo de operação da cifragem de blocos da criptografia simétrica usado no jogo é o
- A)CBC (Cipher Bloco Chaining).
Errada, porque o CBC encadeia os blocos e esconde melhor padrões repetidos, embora também não garanta integridade sozinho.
- B)ECB (Electronic Codebook).
Certa, porque o ECB cifra cada bloco isoladamente e preserva padrões do texto em claro no texto cifrado, faltando segurança semântica.
- C)OFB (Output Feedback).
Errada, porque o OFB transforma a cifra de bloco em fluxo e não revela padrões repetidos como o ECB.
- D)CFB (Cipher Feedback).
Errada, porque o CFB também usa feedback/encadeamento e não apresenta a mesma exposição de padrões típica do ECB.
- E)CTR (Counter).
Errada, porque o CTR gera um fluxo de chaves por contador e também não mantém, em regra, os padrões visíveis do texto em claro.
Gabarito: B
Em criptografia simétrica por cifra de bloco, o modo de operação define como os blocos do texto em claro vão ser processados e encadeados. Isso importa muito, porque a mesma cifra pode ficar bem segura em um modo e bem fraca em outro. Aqui a pista principal foi preciosa: o perito viu que os padrões do texto em claro continuavam aparecendo no texto cifrado. Isso é a cara do ECB (Electronic Codebook). Nesse modo, cada bloco é cifrado de forma independente, com a mesma chave, sem usar IV e sem encadeamento entre blocos. Resultado: blocos iguais de entrada geram blocos iguais de saída. Se um jogo tiver imagens, textos ou estruturas repetidas, essas repetições podem “vazar” para o criptograma. Além disso, o enunciado destacou que não havia proteção de integridade. Isso também é compatível com os modos citados, porque CBC, CFB, OFB e CTR, sozinhos, também não fornecem integridade/autenticidade. Para isso, normalmente você precisa de um MAC ou de um modo AEAD, como GCM. Então, o detalhe decisivo da questão foi a falta de segurança semântica por manter padrões visíveis. Em provas, vale guardar a regra de bolso: ECB é o modo “não faça isso em dados reais”, porque entrega estrutura. A doutrina de criptografia aplicada e materiais de segurança da informação costumam tratá-lo como inadequado para quase qualquer uso prático exatamente por esse vazamento de padrões.