Um dos mecanismos importantes de segurança é aquele que tenta solucionar o problema da autenticidade. A criptografia moderna procura resolver esse problema através dos algoritmos de criptografia assimétrica. Para que isso ocorra,
- A)o emissor criptografa a mensagem com a chave pública do receptor e o receptor confirma a autenticidade decriptografando a mensagem usando sua própria chave privada.
Errada, porque criptografar com a chave pública do receptor serve para confidencialidade, não para autenticar a origem da mensagem.
- B)o emissor gera um hash da mensagem e o envia para o receptor junto com a mensagem. O receptor recalcula o hash e o compara com o hash enviado, e se forem iguais, a autenticidade estará confirmada.
Errada, porque apenas comparar hashes sem proteção não garante autenticidade, já que qualquer um poderia gerar e enviar outro hash.
- C)o emissor gera um hash da mensagem e o criptografa com sua chave privada. Para confirmar a autenticidade, o receptor decriptografa o hash recebido usando a chave pública do emissor, e verifica se esse hash é o mesmo calculado da mensagem.
Certa, porque o emissor assina o hash com sua chave privada e o receptor valida com a chave pública, confirmando autenticidade e integridade.
- D)o emissor e receptor compartilham uma chave para criptografar e assinar digitalmente o hash gerado da mensagem.
Errada, porque assinatura digital não usa chave compartilhada; isso é típico de criptografia simétrica, não de autenticação por assimetria.
- E)o emissor criptografa a mensagem com o certificado digital do receptor e o receptor confirma a autenticidade usando o certificado digital do emissor.
Errada, porque certificado digital não é usado para criptografar a mensagem e sim para vincular uma chave pública à identidade do emissor.
Gabarito: C
A questão trata de autenticidade, isto é, de provar que a mensagem veio mesmo de quem diz ter enviado. Na criptografia moderna, esse problema não se resolve com sigilo apenas, mas com mecanismos que permitam verificar a origem e a integridade da informação. Aqui entra a criptografia assimétrica, especialmente a assinatura digital. O raciocínio é simples: o emissor calcula um resumo criptográfico da mensagem, o hash, e o protege com sua chave privada. Depois, qualquer pessoa que tenha a chave pública correspondente consegue verificar se aquele resumo foi mesmo gerado pelo emissor e se a mensagem não foi alterada. Isso traz autenticidade, integridade e não repúdio, que é justamente o pacote que costuma aparecer em provas. Por isso o gabarito é a letra C. Ela descreve corretamente a lógica da assinatura digital: hash da mensagem + criptografia com a chave privada do emissor + verificação com a chave pública do emissor. Não é para esconder o conteúdo da mensagem, e sim para provar autoria e preservar a confiança na comunicação. Em provas, vale lembrar a distinção clássica: criptografia assimétrica é usada para troca de chaves, confidencialidade e assinatura digital, mas autenticidade, quando cobrada, costuma apontar para a assinatura digital baseada em hash. A Lei 14.063/2020 e a MP 2.200-2/2001 reforçam o uso de assinaturas eletrônicas e certificados digitais no âmbito jurídico brasileiro, mostrando que esse é um tema bem consolidado.