A equipe de Tecnologia da Informação (TI) de um órgão da Administração Pública Federal (APF), ao definir sua Política de Gestão de Continuidade de Negócios (PGCN), precisará restringir o escopo inicial da PGCN, devido a restrições orçamentárias. Considerando que o órgão oferta serviços web essenciais para a população e que a indisponibilidade desses serviços poderia acarretar grandes prejuízos para seus usuários, a alta administração do órgão definiu o escopo inicial de sua PGCN, incluindo os dez principais serviços web ofertados. Para assegurar a implementação e a sustentação da PGCN, de acordo com a ABNT 22301 (Segurança e resiliência – Sistema de gestão de continuidade de negócios), a equipe de TI deve optar por uma estratégia de recuperação de negócios que:
- A)utilize uma solução de continuidade adotada em outro órgão da APF e incluí-la no Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação (PDTIC) para contratação/aquisição emergencial;
Errada, porque reaproveitar solução de outro órgão e correr para contratação emergencial não traduz uma estratégia de continuidade estruturada pela ABNT 22301.
- B)impeça a disrupção dos serviços de TI ofertados pelo órgão por mapearem os processos e utilizarem replicação de dados assíncrona em um Centro de Dados de contingência;
Errada, porque fala apenas de recursos técnicos e replicação de dados, sem cobrir a visão ampla de continuidade do negócio e operação durante a disrupção.
- C)contemple planos e procedimentos para a operação durante a disrupção, incluindo os custos com a aquisição dos equipamentos necessários;
Errada, porque até menciona operação durante a disrupção, mas fica restrita a planos e compra de equipamentos, sem a abordagem completa de continuidade exigida pela norma.
- D)inclua as orientações e os recursos necessários para a operação antes, durante e após a disrupção, considerando os custos e benefícios associados;
Certa, porque inclui orientações e recursos para operar antes, durante e após a disrupção, considerando custos e benefícios, que é a lógica de uma estratégia de recuperação adequada.
- E)considere todos os serviços a serem recuperados com a mesma prioridade, variando apenas o seu tempo de recuperação ou dependência de outros serviços.
Errada, porque a continuidade exige priorização entre serviços conforme criticidade e impacto, e não tratamento uniforme para todos.
Gabarito: D
A ABNT NBR ISO 22301 trata o Sistema de Gestão de Continuidade de Negócios como algo muito mais amplo do que um simples plano de contingência técnico. A ideia é garantir que a organização consiga manter ou retomar seus produtos e सेवiços essenciais quando acontece uma disrupção, com estratégias, planos, recursos e revisão contínua. Em outras palavras: não basta ter um backup bonito na apresentação, você precisa saber como operar quando o cenário aperta. No contexto da questão, o órgão limitou o escopo inicial aos dez serviços web mais críticos. Isso é normal em continuidade de negócios, porque a priorização precisa começar pelos processos e serviços mais importantes, especialmente quando há restrição orçamentária. A partir daí, a estratégia escolhida deve dar suporte à operação antes, durante e após a interrupção, e não apenas prometer recuperação depois do problema aparecer. É exatamente por isso que a alternativa D está correta: ela descreve uma estratégia de recuperação que inclui orientações e recursos necessários para operar em todas as fases da disrupção, além de considerar custos e benefícios. Isso está alinhado com a lógica da ABNT NBR ISO 22301, que exige planejamento baseado em impacto, riscos, recursos e viabilidade da resposta. O foco não é só tecnologia, mas continuidade do negócio de ponta a ponta. As demais alternativas escorregam em pontos clássicos: algumas misturam aquisição emergencial, outras falam só de TI, e há uma que trata tudo como se tivesse a mesma prioridade. Em prova da FGV, desconfie quando a resposta parecer excessivamente operacional, genérica ou focada apenas em infraestrutura. Continuidade de negócios é estratégia, priorização e sustentação, não improviso de última hora.